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domingo, 14 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e sete

* * *
O Austin estava o dia inteiro me encarando, dando sorrisinhos e ele me mandou uma mensagem que dizia que ele esperava que ninguém tivesse percebido nada. Bom, eu também esperava isso, já que eu não queria quem ninguém soubesse que eu tinha dormido com o professor de história, o Austin Lindo Salvatore. Pensando bem, isso é até aceitável. Não certo, mas aceitável. Sei lá, qual é o problema de dormir com um cara mais velho se você tem certeza de que é isso que quer fazer. Na verdade, eu nem sei por que eu fiz isso, mas acho que lá no meu subconsciente foi porque eu quero mesmo tirar o Justin da minha cabeça antes que ele se impregne em cada neurônio meu e nunca mais saia. Sei que é meio errado, mas mesmo assim. E sei lá, eu acho que o Austin gosta de mim. Não sei ao certo, mas acho que ele gosta. E eu ficaria muito decepcionada se fosse ao contrário.
* * *
Não dormi mais nenhuma vez com o Austin, mas o resto da viagem foi maravilhoso. Fomos à praia, levaram a gente em alguns shoppings, compramos mais roupas e esmaltes que são muito mais baratos, ficamos na piscina do hotel, fomos a outro museu, fomos ao centro da cidade novamente. Enfim, foi uma viagem muito proveitosa.  Essa noite nós vamos voltar para os Estados Unidos. Tudo aqui foi muito bom, mas tudo que é bom acaba em alguma hora, mas algumas lembranças (uma lembrança inteligente, de olhos azuis e sotaque inglês) eu vou levar para sempre. Eu estava arrumando as minhas coisas para ir para o aeroporto junto com a Bianca que não parava de falar        que a cara estava ardendo por causa do sol.
* * *
- Então, conte-nos detalhadamente como foi com o Austin? – Dayane perguntou quando estávamos no banheiro.
- Maravilhoso. Em todos os aspectos.
- E como começou? – Ash perguntou com os olhos castanhos escuros arregalados.
- Tipo, eu fui tomar banho no quarto dele porque faltou água no nosso andar e ele só sobe bem tarde... Mas enfim, quando eu estava saindo do quarto, agradeci. Aí ele disse que eu fico linda até sem maquiagem, que ama quando eu estou em pé e prendo o cabelo porque isso o deixa excitado, disse que ama os meus olhos e que a minha bunda deixa ele louco e tal. Aí eu falei alguma coisa que eu não me lembro muito bem no ouvido dele, aí ele disse que não aguentava mais, pediu desculpas e me beijou, me prensou na porta e foi. Mas tudo com a educação de um lorde inglês.
- Cara, você é uma vadia sortuda demais. – Dayane me deu um tapa no braço.
Justin P.O.V.
Eu escutei tudo sentado no banco da frente. É isso? A minha garota dormiu com o nosso professor de história, um cara que ela nem sabe se gosta dela?  Será possível que ela não saiba que eu gosto dela? Eu já dei todas as dicas que eu podia, eu trato ela bem, chamo de apelidos carinhosos, cuido dela tão bem, consolo quando ela tá triste, eu transei com ela, cara. Precisa de mais alguma coisa? Se eu não gostasse dela, apenas teria a consolado e não a beijado. Mas fod*-se também, agora já era. Deixa quieto, agora, eu tenho esperar o cara acabar com o coração dela para eu dizer “Pô, eu estava aqui o tempo todo, só você que não em viu”. Eu sou um idiota por ter a deixado ir. Não foi só por ela ter dormido com o Austin, mas foi porque ela não me disse nada. Ela nem comentou. Eu sou o melhor amigo dela desde sempre e ela nem diz nada. Eu a conheço melhor que ela mesma e ela nem fala nada.
* * *
Giovanna P.O.V.
- Ei, Justin, o que achou da viagem? – Perguntei pra ele que parecia mais interessado no seu cappuccino descafeinado.
- Gostei. Foi bem legal.
- Foi mais do que legal, foi fantástica. – Sorri pensando no Austin, que é a única pessoa que me faz tirar os pensamentos do Justin.
Justin P.O.V.
É claro que a viagem foi fantástica pra você, porque você dormiu com o Sr. Perfeito Lorde Inglês e se esqueceu de contar para o seu melhor amigo, que à propósito é apaixonado por você. Pensei enquanto mexia no canudo do meu cappuccino. Eu deveria estar feliz por ela, mas é meio difícil ver a pessoa que você gosta feliz por causa de outra pessoa. Eu só queria que fosse mais fácil você parar de gostar de alguém. Gay, gay, gay. Mil vezes gay.
* * *
Ashley P.O.V.
- Hey, meninos, tudo bem? – Perguntei para Noah e Michael que estavam sentados na arquibancada da quadra coberta.
- Fala, loira... O que manda? – Michael perguntou
- A Giovanna falou que achou o Justin meio estranho hoje mais cedo. Sabem se aconteceu alguma coisa?
- Cara. Não sei se eu posso falar, mas tem haver com uma certa garota que dormiu com um certo professor num certo país. – O irônico do Noah falou.
- Como ele soube?
- Ele estava sentado no banco da frente quando ela falou pra vocês. – Michael explicou. – O cara gosta dela.
- Sério? – Perguntei um tanto quanto incrédula. Não que eu não soubesse, mas é meio estranho.
- Você não sabia? – Noah perguntou
- Desconfiava.
- Tá, mas não fala pra ela. Ela tem que perceber isso sozinha. – Michael disse.
- Ok, meninos, até a aula de francês. – Dei um beijo na bochecha de cada um e saí, eu precisava falar com as meninas. Não com a Giovanna, claro.
* * *
- Eu já desconfiava disso. – Dayane disse.
- Todo mundo desconfiava. - Bianca corrigiu.
- Mas não contem pra ela. Ela tem que perceber sozinha. Vai ser melhor para os dois.
- Tudo bem. Mas se ela demorar muito, eu falo. – Dayane decidiu, mas eu intervi.
- Não. Não vai falar. Tem que deixar rolar.
* * *


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sábado, 13 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e seis

Giovanna P.O.V.
Fomos até o hotel, mudamos a roupa e quando eram mais ou menos umas oito horas, Austin levou eu, Bianca e Ashley para a Lapa. Coloquei essa roupa aqui:





















A Dayane não quis ir, disse que já foi na Lapa muitas vezes e está cansada de lá.
 Quando chegamos lá, havia milhares de bares abertos com música ao vivo em quase todos eles. Austin disse que tinham dois tipos de música tocando, um chamado pagode e outro samba, eu gostei muito mais do samba, que ele disse que é um tipo específico de samba, chamado gafieira. Bianca rapidamente achou alguém pra conversar depois que Ashley chamou Gustavo para vir também. Ainda bem porque eles estavam se beijando e a Bianca ia ficar de vela. Austin me ensinou a dançar o samba de gafieira e teve um cara que até perguntou se nós éramos namorados e eu, com muita vergonha, respondi que ele era o meu professor de história.
- Ah sim. Se não são namorados, então eu posso dançar com a moça? – Ele tirou o chapéu que usava, numa forma de cumprimento.
- Claro. Por que não? – O cara sabia dançar melhor que o Austin e eu fiquei pisando no pé dele direto e rindo das palhaçadas que ele falava. Cara, porque o povo brasileiro é tão simpático? Sério, se você comprar os caras de New York com os caras do Rio, você vai uma diferença só no rosto, é uma alegria, um sorriso sem motivo que acaba contagiando você. Lá pelas onze horas da noite, ficamos conversando com um senhorzinho muito legal, bem velho já, lá pelos 85 anos e ele contava as histórias do Rio pra gente. De como era quando ele era criança, das brincadeiras que ele e os amigos dele faziam quando eram mais novos, sabe essas histórias que os mais velhos adorem contar? Então. O nome dele era Joacir. Ele até contou da primeira e da única vez que se apaixonou por uma mulher, que foi esposa dele, mas que infelizmente morreu, a Dona Esmeralda. Quando ele falava nela, os olhos dele até brilhavam. A noite estava muito agradável, o clima nem muito frio e nem muito quente como de manhã, as pessoas dançando calmamente na Lapa ao som de Vanguart.
* * *
- Bianca, porque a água não está saindo?
- Ah, é que faltou água no andar. Você tem que tomar banho no banheiro de alguém de cima ou do de baixo.
- Como assim?
- É, pede a chave do quarto para o Austin. Ele fica lá embaixo conversando até tarde com os professores para montar o percurso turístico do dia seguinte.
- Eu não vou tomar banho no banheiro do Austin.
- Então você vai ficar fedendo e com maquiagem na cara. – Parei e pensei. Se ele vai ficar lá em baixo, então eu posso tomar banho lá. Desci as escadas do hotel e expliquei pra ele e ele disse que vai ficar lá em baixo por algum tempo. Peguei as chaves e fui ao quarto dele tomar banho. Ok, o meu dia não foi nem um pouco normal. De manhã eu fui à praia com ele, depois fomos para a Lapa e agora eu estou tomando banho no banheiro dele? E o Justin, não falei com ele o dia inteiro hoje. O que será que ele ficou fazendo? Acho que ele não deve ter saído.
- Giovanna! Tá aí ainda? – Austin gritou lá de fora.
- Sim! Tô acabando. – Gritei. Acabei de tomar banho e vesti a minha roupa e saí secando os cabelos na minha toalha andando em direção a porta, quando eu já estava no corredor, resolvi agradecer.
- Obrigada. Eu não conseguiria dormir sem tomar banho e tirar a maquiagem.
- Mas você fica bem sem maquiagem. – Arqueei as sobrancelhas no sinal de “se liga, você é meu professor/tutor”. – É. É verdade, tá? Você fica linda com e sem maquiagem, você é a minha melhor aluna e eu amo conversar com você sempre que você vai à minha sala, eu gosto quando você está em pé e prende o cabelo e um pedaço da sua barriga fica aparecendo, eu fico excitado sempre que isso acontece, tá? Eu amo o seu corpo porque ele me deixa louco só de olhar. Eu adoro a cor dos seus olhos e a sua bunda me enlouquece. Falei.
- Obrigada. – Sussurrei em seu ouvido.
- É melhor você não fazer isso. – Ele falou olhando dentro dos meus olhos.
- O que? Isso? – Falei sussurrando em seu ouvido novamente e dei um suspiro lento.
- Exatamente isso. – Ele segurou a minha mandíbula e eu me afastei. Olhei para os dois lados do corredor deserto.
- Mas não tem ninguém no corredor. – Falei num tom quase inaudível. Cara, eu estou dando em cima do meu professor. É, a Ashley estava certa, eu realmente não ia resistir na hora H. Ele é tão lindo e tão atraente. Acho que não vai fazer mal nenhum.
- Que?
- Mas não tem ninguém no corredor. – Falei sussurrando ao seu ouvido com um meio-sorriso no rosto.
- Chega, eu não aguento mais. Desculpa. – Ele me puxou para ele, colou nossos corpos e me beijou ferozmente. O beijo dele é uma coisa eletrizante e sem dúvida, é o primeiro cara bem mais velho com quem eu fico. Encostou-me rápido na porta fechando-a e depois, trancando-a. Ele tirou a minha blusa que eu tinha acabado de colocar e me levou até a cama. Eu pude finalmente tocar aquele abdômen definido depois de tanto tempo. Quando estávamos nus, ele me olhou com os olhos bem abertos. Ele não tirava os olhos dos meus e sua pupila estava dilatada e não sei porquê, mas isso era extremamente excitante. Eu também não conseguia desviar os meus olhos dos dele, que passaram de azuis marinhos incrivelmente lindo para um preto profundo por causa da escuridão e por causa da luxúria e por sabermos que o que estávamos fazendo era absolutamente errado.

Mas era milhões de vezes melhor por que é algo implicitamente proibido pelos padrões éticos de Aluno e Professor. 
Ele penetrou em mim bem devagar para que eu pudesse desfrutar daquele momento. Eu percebi que ele já era bem experiente, mas eu não fiquei insegura perto dele. Na verdade, eu estava bem confiante em cada movimento que eu fazia com as mãos e os quadris, ele causava isso em mim. 
* * *
Peguei o meu celular e mandei uma mensagem para a Bianca às cinco da manhã avisando para destrancar a porta e ela disse que já estava destrancada. Levantei-me bem devagar e coloquei a minha roupa.
- Ei. Gata, vai aonde? – Austin me perguntou quando eu estava colocando a minha blusa. Sentei-me na cama ao lado dele.
- Tenho que voltar para o quarto.
- Ah, fica mais um pouco. – Ah, o doce som de um homem pedindo pra você ficar mais um pouco.
- Não, dá, tenho que estar lá. A Sr. Stevens vai conferir para ver se estão todas nos quartos de manhã, você sabe. – Abaixei-me e dei um beijo nele, quando eu fui me afastar, ele me puxou e eu caí em cima dele. O cabelo dele estava emaranhado, mas com um aspecto maravilhosamente lindo.
- Só mais um pouco...
- Não dá... – Ele fez biquinho. Passei a mão pelos cabelos negros dele. Às vezes eu o confundo com um adolescente. Dei um selinho nele e caminhei até a porta. Andei pelo corredor e abri a porta com cuidado para não fazer barulho nenhum. Bianca apenas se levantou com um enorme sorriso no rosto.
- Rolou né? – Ela perguntou e eu assenti. Sentei-me na cama enquanto Bia me acompanhava com os olhos. – E foi bom? – Assenti novamente.
- Maravilhoso. – A única coisa que passava pela minha cabeça era “Cara, eu dormi com o meu professor de história”. Mais nada. Tem uma enorme diferença entre dormir com o seu melhor amigo e o seu professor. Mas uma coisa em semelhança é que as duas coisas são estranhas.
- Maravilhoso como?
- Maravilhoso com um pouco de tudo. Um pouco selvagem, um pouco romântico, um pouco fantasioso. Maravilhoso. Ele parecia tão experiente, tão confiante e sabia o que fazer a cada minuto. Não tinha essa de não saber onde colocar a mão ou não saber o que dizer, as palavras simplesmente vinham na mente dele e ele as dizia e sovavam perfeitamente ao meu ouvido. E geralmente os caras mais velhos falam palavrão, ele não disse nenhum. Ele apenas deixou acontecer. Ele sabe exatamente o que fazer a cada segundo, como se ele conseguisse prever o futuro.
- A gente disse que você não ia resistir. – Revirei os olhos e me deitei para esperar mais duas horas para acordar e ver o que iríamos fazer no domingo.


Aí, danadaaaas! Vocês estava querendo um caso com o Austin, está aí o caso. Gostaram, danadinhas? Eu queria agradecer o comentário de cada uma. De verdade, vocês são umas lindas. Cês não sabem como é bom ler cada comentário de vocês. Estamos na metade de No regrets e eu também quero agradecer  a quem tem lido desde o início, quem pegou o bonde andando e quem leu só um capítulo, ok? Vocês que me fazem voltar aqui pra postar. Beijos de chocolate belga, Gi!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e cinco

- Primeiro, nós vamos ao Cristo Redentor, que vocês já conhecem apenas de vista, com exceção da Dayane, a nossa brasileira. – Dayane jogou o cabelo pra trás para fingir ser metida. Nem assim ela consegue. Austin estava explicando qual seria o percurso que faríamos enquanto já estávamos a caminho do Cristo dentro do ônibus. – Depois, o Pão de Açúcar, aquele do bondinho. Depois vamos almoçar até umas duas horas da tarde mais ou menos, depois vamos no mercado e você e seu colega de quarto vão comprar coisas para colocar no frigobar de vocês. Essas coisas que adolescente come. Hoje é uma quarta feira, nós ainda temos uma semana. Apenas o sábado de vocês é livre pra você fazer o que quiserem. Perguntas?
- Sim, o que nós vamos fazer amanhã? – Noah perguntou
- Amanhã nós vamos ao centro da cidade, no teatro municipal, no museu da república e no Saara. – A Sr. Stevens disse com uma cara sonhadora. Parece uma pergunta idiota, mas por que professores de história amam museus?
- Eu pensei que nós íamos para o Brasil não para a Ásia. – Noah falou.
- Primeiro, o deserto do Saara fica na África do Sul Sr. Brown. Segundo, Saara é um conglomerado de ruas só de lojas com coisas baratas. – Austin falou com o sotaque inglês perfeito dele.
- Tem havaianas? – Ashley perguntou. Ela está falando de havaianas desde que chegamos.
- Certamente. – Ela deu um sorriso enorme. Ela vai ficar pobre nesse tal Saara.
* * *
- Caraaaaaa. Que coisa linda de Deus! –Bianca disse quando chegamos no Cristo.
- Please, o meu país é demais. – Dayane disse se apoiando na mureta.
- Cara, os brasileiros são lindos! – Ashley disse. Ela estava babando no cara de barba rala desde que chegamos. – Eu vou pedir para ele tirar uma foto nossa. Vem. – Ela me puxou junto com a Dayane e a Bianca. – Oi, você pode tirar uma foto minha e das minhas amigas?
- Oi? Eu não tô te entendendo. – Ele falou com um sorriso lindo no rosto.
- Ela tá pedindo pra você tirar uma foto nossa. – Dayane disse
- Ah sim. Vocês são americanas? – Ele perguntou
- Eu sou canadense. – Respondi.
- Eu e ela somos americanas. – Bianca disse apontando para Ashley.
- E eu sou brasileira, mas moro nos Estados Unidos. Tira a foto aqui pra gente? – Dayane perguntou.
- Claro. – Ele pegou o celular que Ashley deu pra ele e tirou a nossa foto em frente ao Cristo.
- Me deixa ver. – Cheguei perto dele vi a foto. – Vai falar com a loira, ela está afim de você. – Sussurrei. – Ficou legal a foto, obrigada. – Peguei o celular e devolvi para Dayane.
Depois de alguns minutos, Ashley estava conversando com ele e ela estava com uma cara supertímida, nunca tinha visto a loira desse jeito. Depois do Cristo, fomos ao Pão de Açúcar e eu descobri que não vendem pão de açúcar lá. Bianca ficou com medo de o bondinho cair e Ashley ficou trocando mensagens com o garoto do Cristo, o nome dele é Gustavo.
- Essa porr* vai cair! – Ela disse se agarrando no mastro que tem dentro do bondinho.
- Não vai cair nada. Esse troço é velho, mas tem manutenção de dois em dois meses. – Dayane disse observando a vista da Praia Vermelha que tem areia branca. Depois de sairmos do bondinho, fomos almoçar num restaurante a quilo em frente a praia. A Dayane fez todo mundo provar o feijão. Os meninos adoraram, mas eu não gostei muito. Mas fiquei com o estômago cheio de tanto comer churrasco. Um negócio que eles chamam de picanha mal passada. Que coisa de Deus era aquela? Depois de comer, fomos ao mercado para comprar coisinhas para colocar no frigobar. Na verdade, colocamos apenas besteiras, nada nutritivo. Compramos um biscoito chamado Fandangos que a Dayane falou que é bom, refrigerante, Fini Tubes, enfim, coisas que adolescente come e fica reclamando que engordou.
- Então, já sabe em que quarto o Austin está? – Bianca perguntou enquanto estávamos cada uma vendo coisas no notebook.
- Sei lá, acho que é no andar de cima. Por que?
- Cara, vai lá, faz um charme. Você tem que pegar esse professor. É a chance perfeita.
- Cara, eu já disse que eu não vou dormir com o Austin, você é louca.
Se divertiu hoje?
A mensagem era do Austin, foi só falar nele que do nada ele me manda uma mensagem.
Sim, mal posso esperar por amanhã.
* * *
- Caraaaa, eu tô cansada de andaaaaar! – Bianca não parou de reclamar um minuto desde que chegou no Saara, já eram cinco horas da tarde e elas estava reclamando.
- Menos Bianca. – Dayane deu um tapinha na cabeça dela. Ashley já tinha comprado três Havaianas. Um com estampa de zebra, uma com a bandeira do Brasil e uma toda branca com um pingente de estrela. Eu comprei uma também com as cores do Brasil.
* * *
Chegamos ao hotel totalmente cansadas. Andamos o dia inteiro, mas ainda bem que amanhã é sábado e é o dia livre. Eu pedi para o Austin alugar um carro e levar eu e as meninas para passear. Ainda nem fomos à Lapa, e Austin disse que não está no roteiro da viagem.
* * *
- Então aqui é a praia de Ipanema?
- Sim, linda né? – Austin disse olhando junto comigo e as meninas para o mar.
- Maravilhosa. – Olhei para Austin de canto de olho e ele parecia ainda mais lindo ainda com o sol batendo em seu rosto. – Vamos ao mar, meninas? – Perguntei para Bianca, Ashley e Dayane.
- Claro. – Uma coisa constrangedora é você tirar as suas roupas e ficar apenas de biquíni na praia junto com o seu professor lindo de história. Aí eu me perguntei se é com todo mundo que acontece isso? É, eu acho que não.
Austin P.O.V.
À partir do meu conhecimento prévio, sei que quando três garotas tiram a roupa na sua frente e estão apenas de biquíni, é lógico que você vai ficar excitado. Eu parecia estar no céu quando elas estavam correndo para o mar de costas para mim. Fiquei perguntando para Deus o que eu tinha feito de tão bom para merecer isso. Eu nunca nem dei comida para um mendigo. Na verdade, o que eu estava fazendo era bem errado, mas eu não pude resistir quando ela me pediu para eu leva-la à praia com as amigas dela.


Heey, sexy ladies! Tudo bem com vocês? Espero que sim e que tenham gostado dessa capítulo. Amei os comentários, de verdade, cada um representa muita coisa pra mim e não são só palavras. É bom saber que tem gente que gosta do que eu escrevo. Está quase na metade da história, babes. Comentem aí o que vocês acharam. Beijos açucarados, Gi!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e quatro

* * *
Giovanna P.O.V.
- Juro que eu ainda não acredito que a viagem vai ser amanhã. – Eu e Ashley estávamos fazendo as malas para a melhor viagem das nossas vidas.
- Sim! E cara, o Sr. Perfeito vai ficar “tomando conta” de você. – Ash disse fazendo o sinal de aspas no tomando conta.
- Você não acha que eu vou dormir com ele. – Virei-me para Ash. - Acha? – Perguntei
- Por favor, na hora H você nunca conseguiria resistir. É fisicamente impossível.
- Ahan, sei. – Ok, não posso dizer que não seria maravilhoso dormir com o Austin. Mas sei lá, ele é o meu professor, muito nada haver.
* * *
- Dayane Barreto. – A Sra. Stevens estava fazendo a chamada no aeroporto antes de embarcarmos
- Aqui. – Ela levantou a mão
- Emily Carrols.
- Eu!
- Francis Mayer.
- Estou aqui!
- Giovanna Smith.
- Aqui! – Levantei a mão. Se eu tentasse descrever o meu estado de euforia de 0 à 10, seria 12. Quando ela terminou de fazer a contagem. Deu 30 minutos para nós comprarmos algumas coisas para comermos na viagem nas lojinhas do aeroporto. Fui com Justin, Noah e Day comprar salgadinhos e doces. Compramos Fini, Doritos e essas coisas gostosas de loja de conveniência. Ficamos esperando impacientemente na sala de embarque.
- Professora, que horas são? – Justin perguntou
- São sete e quarenta e dois. – Ficamos conversando até Justin perguntar que horas são de novo. – Sete e quarente e cinco. Quando for a hora do embarque, eu digo, Justin. – Conversamos por mais alguns minutos que pareceram horas para passar. Mas finalmente, o Austin avisa que está na hora do embarque. Passamos no detector de metais, passamos as nossas bolsas, demos os nossos vistos e as passagens. Entramos no avião e esperamos todos se acomodarem. Eu sentei na janela do lado esquerdo do avião, Justin do meu lado e do lado do Justin, Noah. Na nossa frente, Bianca, Dayane e Ashley.
- OMFG! Não acredito que estou indo para o Brasil! – Noah gritou assim que decolamos, ele realmente gritou, bem alto. Todos olharam para ele, mas só os alunos que estavam no avião riram. Os executivos, os turistas e as outras pessoas só olharam com uma cara de nojo e voltaram a fazer o que estavam fazendo. Nova iorquinos rabugentos.
- Você é doente, menino. – Eu disse e ri.
- Não, eu sou um homem com os hormônios a flor da pele indo para o lugar com as maiores bundas do mundo. Eu tenho que estar animado. – Revirei os olhos, coloquei os meus fones de ouvindo e coloquei na música I’mgetting ready do Michael Kiwanuka. Essa música me deixa tão calma, mas tão calma que eu esqueço o que eu estava fazendo, e até mesmo onde eu estou e em que situação adversa eu me encontro.
 Justin tirou o meu fone e ele estava num estado de euforia, eu tinha dormido por algum tempo, e apontou para Noah.
- Sabe aquela aeromoça gata que estava passando aqui toda hora? – Ele me perguntou quase cuspindo um arco-íris na minha cara.
- Não. – Eu disse indiferentemente.
- OK. Tinha uma aeromoça gata passando aqui toda hora me encarando e aquela loira estava me deixando excitado. Ela dever ser uns cinco ou seis, talvez sete anos mais velha que eu.
- E?
- E olha o papel que ela deixou cair “acidentalmente” no meu colo. – Ele me entregou um papel onde estava escrito com uma letra perfeita e floreada:
Encontre-me no banheiro, tenho uma surpresa pra você. Bata quatro vezes na porta.
Kate.
- E você vai? – Justin perguntou.
- Claro que eu vou. Estava na minha lista de fantasias.
- Ok, eu realmente não quero saber das suas fantasias sexuais. – Eu disse
- Cara, tem alguma camisinha aí? – Noah perguntou como se fosse a coisa mais normal do mundo. E o incrível é que Justin tinha uma. Ele entregou à Noah, que foi embora com um sorriso enorme no rosto.
- Por que você anda com camisinha no bolso? – Perguntei
- É daquela vez que o seu pai te deu e você pediu para eu guardar. - Revirei os olhos e encostei-me novamente e coloquei os meus fones, mas Justin tirou-os de novo.
- Posso escutar? – Ele perguntou e fez um biquinho que eu tive vontade de morder.
- E eu tenho escolha?
- Na verdade, não. – Ele colocou o outro fone no ouvido e ficamos escutando um música muito velha chamada Fallin’ in love, da banda McFly.
Kate P.O.V.
Ok, eu posso parecer uma vadia, mas eu confesso que morro por causa desses estudantes que viajam em intercâmbio. E esse menino estava me olhando muito fixamente, eu percebi que ele estava completamente excitado quando joguei o papel no colo dele. Vamos dizer que eu tenho uma cisma por garotos mais novos. Na verdade, é uma queda. Não consigo resistir a um menino desses. E nesse momento ele está batendo na porta, quatro vezes.
Noah P.O.V.
Ok, nesse momento que eu estou batendo na porta eu estou imaginando uma das minhas fantasias sexuais sendo realizadas por uma loira que eu nem conheço e que eu nunca mais vou ver na minha vida. Exatamente como eu queria, sem carinho nas costas quando acabar, sem eu te amo, sem emoções, só sexo. Ok, posso parecer um pouco machista, mas todo homem tem esse complexo. Ela abriu a porta, mordeu os lábios e me puxou para dentro fechando a porta e retirando o meu casaco.
Justin P.O.V.
Ela tinha adormecido no meu ombro. Ela sempre fez isso em viagens longas. Em todas elas. E quando ela dorme, só quando alguém fala que chegou que ela acorda. E foi isso que eu fiz quando finalmente chegamos ao Rio às cinco e cinquenta da manhã, acordei a garota. O meu ombro estava dormente e eu precisava me esticar.
Dayane P.O.V.
Ca-ra. Voltei para o Brasil depois de dois anos. Ah que saudade desse calorzinho, desse clima bom. Tipo, eu amo os Estados Unidos, sou apaixonada por NYC, mas nada melhor que essas praias maravilhosas, essa gente simpática e receptiva.
Ashley P.O.V.
OMG! Estou no Brasil! Sério, pausa para ataque.
...
Ok, dá pra acreditar?
- Cara, eu preciso comprar três pares de harraianas. É assim que fala? - Perguntei
- Não idiota, é havaianas. – Dayane respondeu docemente.
- Whatever, eu tenho que comprar. - Nós estávamos no ônibus de translado indo para o hotel e já eram seis e quarenta da manhã. O horário previsto para chegarmos ao hotel é sete horas, os passeios de turismo começam às oito e meia. Tenho uma hora e meia para tomar banho, descansar um pouco e desarrumar as minhas coisas.
Giovanna P.O.V.
- Giovanna, sua colega de quarto é... A Bianca. Quarto 302 – O Austin estava dando a listagem de arrumação de quartos quando chegamos no hotel. Não é um Copacabana Palace da vida, mas dá pro gasto. Fica em São Conrado.
- Isso! – Comemoramos com um high-five, que depois pareceu idiota.
- Ashley, você com a Dayane. Quarto 305.
- Opa, mesmo andar que a gente. – Bianca falou. – Depois que já tínhamos visto quem eram as nossas colegas de quarto, subimos e nos acomodamos nos mesmos.
* * *
- Gi, dá pra vir logo? A gente vai acabar perderdendo o ônibus.

- Calma, mulher. – Eu tinha acabado de colocar essa roupa:

















- Mano, que calor, são oito e quinze da manhã e eu estou derretendo, como eles aguentam?
- Sei lá... Vamos logo. – Bianca disse se abanando. Descemos para o hall onde já estava todo mundo de saída.
- Quem bom que vocês chegaram, só estava faltando vocês. – Austin falou. – Vamos logo porque o dia hoje está cheio.
* * *

Oi, gatas, não sei se vocês perceberam, mas quanto mais comentário, mais rápido eu posto, #ficaadica. Obrigada demais pelas leitoras novas, isso é muito importante pra mim. Espero que tenham gostado do capitulo, beijos com pingos de baunilha. Gi!

terça-feira, 9 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e três

- Justin, me ajuda, tá? Fala que vai ser legal, que vai ser uma experiência marcante.
- Ok. Fala da faculdade também. – Estávamos esperando os meus pais atenderem a chamada de vídeo pra falar sobre a viagem. Os pais do Justin já tinham deixado, agora, só faltam os meus, que são os mais difíceis. Minha mãe finalmente conectou. Ela estava do lado do meu pai na sala.
- Oi filha. – Meus pais disseram com um sorriso. Só eu sei como é bom ver os dois juntos novamente.
- Oi, tio. Oi tia. – Justin disse.
- Oi, querido. – Minha mãe respondeu.
- Então, vocês receberam o comunicado da Waverly?
- Sim, recebemos. – Meu pai disse, sério.
- E? – Eu estou com medo da resposta. De verdade.
- Filha, não tem condição de você ir nessa viagem. Não por causa do dinheiro, é outro país, outra língua, outra cultura.
- Mas vão ter adultos lá. – Eu disse.
- Eu sei que sim, mas vocês são adolescentes, controlar um não é fácil, imagina uma turma inteira. – Meu pai disse.
- Mas vai ser como um aprendizado. Um país novo, uma cultura nova. Pensem na chance dela de entrar na faculdade. – Justin disse sentado do meu lado.
- Sei disso, querido. Mas é muito perigoso. Além do mais, a gente nem conhece esses professores. – Foi aí que eu tive uma ideia.
- Mãe! – Eu disse.
- Fala, menina.
- Sabe o meu professor de história? O Austin? E se eu pedir pra ele ligar pra você? E vocês conversam e depois disso, ele te convence de me deixar ir? Que tal?
- Não sei, filha.
- Sabe sim, você vai deixar. Anote aí o telefone dele. – Virei-me para Justin e pedi para ele pegar o meu celular. – Posso falar?
- Pode. Já peguei caneta e papel.
- 55889656
- Ok. Liga pra ele e diz o que você tem pra dizer e antes de dizer um não definitivo, pense nas minhas chances de entrar para Princeton.
- Tudo bem, filha. Vamos pensar. – Meu pai disse. – Temos que ir, está meio tarde. Boa-noite
- Boa noite, mãe e pai.
- Boa noite, tios.
- Boa noite, queridos.
* * *
Austin P.O.V.
- Mas, senhora Smith. Pense, isso pode aumentar as chances dela de ir para a faculdade que ela quer. Princeton, não é mesmo? – Giovanna gesticulava o que dizer. Era uma cena até cômica.
- Eu sei senhor Salvatore...
- Austin, por favor.
- Ok, Austin. Mas quem vai ficar olhando ela para ela não fazer besteira ou se perder, ela sempre foi muito levada.
- Senhora Smith, eu prometo ficar olhando sua filha. Não irá acontecer nada de ruim com ela. Não só eu, mas como outros professores do corpo pedagógico do terceiro ano vão estar lá e gostaríamos que todos os alunos do terceiro ano estivessem presentes.
- Você faria esse favor? De olhá-la por mim?  - Não seria tão difícil fazer isso, com aquela bunda que ela tem...
- Claro. Farei o que a senhora pediu. Com certeza. Então a senhora vai deixar?
- Se for assim, sim. Obrigada.
- De nada, e só a senhora mandar a autorização por correio.
- Mandarei hoje mesmo. Obrigada e bom-dia.
- Eu que o diga. Bom-dia senhora Smith. – Desliguei o telefone e fiz um sinal de positivo para ela.
- Ah! Obrigada, Austin! Sério, eu te amo. Você é o melhor professor do mundo.
- Obrigado. Mas você ainda precisa me ajudar a corrigir as provas da última turma do segundo ano, já que você já foi à reunião e me ajudou com o caso.
- Tudo bem. Eu ajudo. – Entreguei uma cópia do gabarito para ela e nós corrigimos as provas. A calça que ela estava usando era perfeita para o tipo de corpo dela, o qual eu fico admirando sempre. Tomara que ela nunca tenha percebido.
Justin P.O.V.
- ELA DEIXOU!!!! – Ela gritou e se pendurou no meu pescoço.
- Sério?! O que a fez mudar de ideia?!
- O Austin disse que vai tomar conta de mim... Ah, que perfeito, eu vou para o Brasil!
– O Austin?
- É. Ele ligou para a minha mãe que só me deixou ir se ele cuidar de mim. O que eu acho até um pouco fofo da parte dele.
- Hm.
- Que foi? Tá com ciúmes?
- Não. – SIM! - Hm. Noah disse que vai fazer um campeonato de videogame no quarto dele agora. Tenho que ir... – Sim, fiquei com ciúmes. Quem aquele cara estava pensando que era pra cuidar dela? Por que não podia ser eu? Só por que eu sou mais novo? Eu a conheço melhor que ela mesma. E melhor que ele então, nem se fala.
* * *
- Então quer dizer que o Austin que vai “tomar conta” dela na viagem? – Noah disse concentrado no jogo.
- É.
- E você está com ciúmes, né? – Will perguntou.
- Lógico. Todo mundo sabe que eu gosto dela, mas ela não sabe disso.
- Por que você não conta pra ela? – Michael perguntou, como se fosse muito fácil falar que você gosta da sua melhor amiga.
- Por que isso ia acabar com a nossa amizade.
- Mas vocês já transaram, cara. – Noah disse.
- Mas aquilo foi só um acaso. A gente concordou que não ia mais acontecer.
- Ahan. Sei. Mas aposto que esse cara, o Austin, vai tentar ficar com ela. – Michael disse
- Ele é um professor. Professores não ficam com alunas. Eles transam com elas, é um pouco mais sério porque eles são mais velhos. – Will disse. Nossa, obrigado, estou bem mais tranquilo agora, amigo.
- E se ele transar com ela e ela se apaixonar por ele? E depois, eu não vou ter mais chances nenhuma com ela.  – Eu disse.
- Sugiro que você fale logo antes que um cara mais velho e mais inteligente como o Austin faça isso antes de você.
- Eu não posso falar isso.
- Então não diga nada e assista a sua garota ter o coração partido por causa de outro cara.  – Will disse.

Tá aí, gatas, espero que gostem. Tentei fazer um capítulo maior pra vocês. Qualquer coisa, comentem ae. Beijos de brigadeiro, Gi!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e dois

* * *
- Você ficou sabendo da viagem, Austin? – Perguntei. Eu já estava íntima para chama-lo de Austin e não de Sr. Salvatore
- Fiquei sabendo sim, Gi. – E ele pra me chamar de Gi. – Você escolheu qual destino?
- Brasil. Rio de Janeiro. Você vai?
- Não sei... Tenho tantas coisas para fazer aqui ainda. A minha sala ainda está um caos. Tenho provas para corrigir e ainda tem aquele caso do CD dos alunos do primeiro ano que foram pegos com bebida no campus. – Ele se recostou na cadeira se espreguiçando.
- Hm... Vou te fazer uma proposta. – Apoiei-me com as mãos na sua mesa. Senti uma olhada rápida para os meus seios, mas ele logo desviou o olhar para os meus olhos.
- Diga. – Ele cerrou os profundos olhos azuis junto comigo e se apoiou do outro lado da mesa como se fosse um desafio e riu da própria graça.
- Eu te ajudo a corrigir as provas e a resolver o caso e você vai à viagem com a gente.
- Todas as provas? E o caso?
- Isso mesmo. – Confirmei e estendi a mão para ele apertar. Ele fez a mesma coisa. - E quando quer começar?
- A reunião vai ser na quinta, daqui a dois dias. Na sala de reuniões, às duas da tarde. Não se atrase.
- Eu nunca me atraso. – Eu disse com uma voz confiante e sexy, me levantei e saí da sala. Aliás, por que mesmo eu quero que ele vá nessa tal viagem? Ele é o seu professor de história, sua louca.
* * *
- Você convenceu o Austin a ir na viagem? – Bianca perguntou entusiasmada
- Foi o que ela disse, animal. – Day disse, delicadamente. – Mas ele já é dela.
- Meu? Apenas meu professor, só se for. Ele só vai se eu ajudar a corrigir as provas e no caso do CD.
- Ah, tá. Até parece que quando vocês foram naquele café no centro de Rhinecliff no carro dele para apenas falar sobre assuntos de escola. – Ashley disse. Verdade. Conversamos sobre tudo, menos sobre escola, que na verdade era o motivo de irmos lá.
- Ele tá super na sua. – Dayane disse.
- E você está super doida. Por que um cara de 23 anos estaria afim da aluna de 17? Não faz sentido, meninas.
- Claro que faz. – Ashley disse, mas foi interrompida por Noah e Justin que se sentaram conosco na mesa.
- Estamos falando sobre? – Justin perguntou se incluindo na conversa. Eu ia lançar o meu olhar de não-digam-nada-pra-ele mas Ashley resolveu abrir a porr* da boca.
- Do professor lindo de história que está afim da Gi.
- O Austin? – Justin indagou quase gritando. Eu revirei os olhos.
- Elas estão delirando. – Eu disse.
- Uma ova. Ele tá na sua.
- Cale a boca, Bianca.
- Cara, ele é bem mais velho. – Noah disse e se apoiou na mesa bebendo um gole de coca.
- E? Ele é lindo e inteligente e tem todo direito de gostar dela, que é igual a ela, linda e inteligente. – Day disse
- Obrigada, mas nosso relacionamento é estritamente profissional. – Na verdade, ele tinha se tornado o meu amigo. Não no nível Justin, mas meu amigo.
- Noah, se você fosse uma menina e um cara te chamasse para ir “tomar um café no centro de Rhinecliff enquanto falam sobre assuntos de escola”, é um relacionamento profissional? – Ash perguntou
- Acho que sim.
- Obrigada. – Agradeci por alguém achar que ele não está dando em cima de mim.
- E se ele viajasse com a sua turma só porque você pediu?
- Aí eu acho que não. Mas tem que ver depois da viagem, se rolar alguma coisa...
- Não vai rolar nada! – Justin, que estava quieto, falou de repente.
- O que foi? Tá com ciúmes? – Dayane provocou
- Não idiota. – Ele corou. - Só acho que esse negócio de cara mais velho é zica. Você lembra-se do Steve, né?
- Claro! Como um posso esquecer um canalha daqueles? – Afirmei mexendo no resto de pudim do meu prato.
- Que Steve? - As meninas e Noah perguntaram juntos. Eu e Justin explicamos a história do Steve que deu uma conversa enorme até a hora de ir para os dormitórios.
* * *
- Você viu? Justin ficou com ciúmes.
- Justin? Com ciúmes? Por favor, Ash.
- Claro que sim. – Ela disse sentando-se na cama. – Não viu como ele disse que não ia rolar nada entre você e o Austin? – É verdade. Mas Justin nunca ficou com ciúmes de mim com ninguém, por que ficaria agora?
- Foi mesmo?
- Ahan. Ele gosta de você, cara. – Ash deitou-se novamente.
- Não gosta nada. – Respondi e encarei o teto com o pôster da Demi e do Guns. Mas e se sele gostar? Ah, merd*, esses pensamentos novamente.
* * *

Oi, minhas lindas! Tudo bem com vocês? Então, gostaram? Espero que sim... Está no capítulo 22 e não está nem na metade ainda. Obrigada pra quem lê e quem comenta, obrigada mais ainda. Beijinhos de chocolate. Gi!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

No regrets - Capítulo vinte e um

- Filha... Você e o Justin estão... juntos? – Minha mãe perguntou quando entrou no meu quarto com a maior delicadeza do mundo
- Oi?
- É, eu vi vocês abraçados.
- Você ficou me olhando chegar?
- Hm.. É que... Ah, fiquei sim. E aí, vocês estão juntos ou não? – Minha mãe tendo um dos ataques de adolescente repentinos dela.
- Não. Mãe, eu conheço esse menino desde que eu era um bebê. Que graça teria namorar ele?
- Ah, sei lá. Os jovens de hoje em dia.
- Vai dormir, vai, mãe. Tá na hora já. – Minha mãe disse boa-noite pra mim e saiu do quarto. Aqui vai um clichê e não me odeiem por isso, mas eu juro que tentei dormir, mas eu não consigo tirar o meu pensamento do Justin. O que diabos ele está fazendo comigo? Peguei o livro Anna Karenina que eu ainda não terminei de ler por conta da escola e inúmeras reuniões do CD. Li umas sete vezes a mesma página porque não estava conseguindo me concentrar. Só consegui pegar no sono quando já eram três e meia da manhã.
* * *
No dia seguinte, acordei com a maior cara de doente. Amanhã vai ser a festa de ano novo
- Pai, me leva na festa de Ano Novo da Cristie?
- Precisa perguntar? Eu sempre te levo mesmo. – Ele respondeu e tomou um gole do café.
- Acordou tarde, filha. Por quê?
- Fui dormir tarde. Não consegui pegar no sono.
- Imaginei... Está gostando do livro que o seu professor te deu pra ler? – Minha mãe perguntou
- Sim. É interessante. – Respondi. – E o professor também é muito legal.  – E lindo, e gostoso, e inteligente, eloquente, educado... Minha mãe já sabia que ele era isso tudo porque eu tinha contado pra ela, mas o meu pai não precisa saber.
* * *
Meu telefone tocou indicando mensagem, que fui ver, de Justin.
Para de ser lerda. Teu pai tá te esperando aqui já pra levar a gente.
Hm, chato. Fica me apressando, que coisa. Sempre que a gente vai a uma festa alguma pessoa desagradável fica me apressando, parece que o mundo vai acabar. Eu já tinha colocado essa roupa:




















Eu posso parecer uma doida e perua, mas quando os meus olhos encontraram esse vestido, eu nem experimentei, apenas pedi o meu tamanho e levei embora.
- Filha. Lembre-se do que eu sempre digo. – Meu pai disse
- Juízo?
- Isso. – Ele piscou pra mim
- Tchau, pai. - Eu disse quando saí do carro junto com o Justin
- Filha! – Meu pai me chamou. – Se for fazer... Aquilo... Toma. – Ele esticou um pacote de camisinha pra mim. Cara, isso é definitivamente constrangedor. O meu pai me dando uma camisinha. Cara, que bizarro. Como eu não tinha o que fazer e nem ideia do que dizer porque isso não é uma coisa muito normal, peguei o pacote e dei para Justin.
- O que você está sugerindo? – Ele perguntou com um meio sorriso no rosto.
- Nem vem. Meu pai é maluco, guarda isso no seu bolso?  - Ele guardou, ainda sem entender bem.
Dançamos, bebemos, brincamos e rimos. Tudo normal, mas ainda estava faltando alguma coisa. Alguma coisa que eu não consegui identificar o que era, não sei se era por causa dos míseros dois copos de drinks alcoólicos ou porque era realmente um incógnita. Alguma coisa ou alguém. Mas todos estavam ali, todos que eu me importava, Brett, Chris, Beatrice, Chad, Justin... Justin. Ele estava ali, mas não sei por que, o “estar ali” não era o bastante. Era preciso mais do que isso. E, por mais que eu quisesse negar, por mais que eu quisesse adiar tudo isso, eu sei que, no fundo, eu gosto dele.
* * *
Depois que chegamos da festa, ficamos conversando na varanda da minha casa. Quando acabamos, ele se levantou.
- Feliz ano novo, linda. – Ele me abraçou forte, de longe, o melhor lugar para se estar naquele momento era dentro dos braços dele. Aquela sensação maravilhosa de estar protegida de qualquer coisa... Por que ele fica fazendo isso, cara? Por que não diz logo o que sente? Por que simplesmente não me beija e depois fugimos sem ter que dar explicações para ninguém sobre porque estamos juntos, cara?
- Feliz ano novo, Justin. – Ele me soltou e eu entrei em casa. Tirei os saltos, segurei-os na mão e subi para o meu quarto. Troquei de roupa e prendi o meu cabelo num coque olhando para o quadro de fotos do meu quarto, do lado do meu dreamchatcher. Justin que fez pra mim, nesse dia também fizemos uma lista do que fazer antes de morrer. Tenho a lista e leio até hoje. Já riscamos ficar bêbados e também riscamos comprar comida no drive-trough do McDonalds de bicicleta e também usar um nome falso no Starbucks da nossa lista, mas ainda tem coisas tipo: entrar para Princeton, ir para o Tomorrowland na Bélgica, participar da campanha Free Hugs e mais algumas coisas. Tenho uma montagem de uma foto nossa quando éramos pequenos e uma mais recente com a mesma posição da anterior, eu amo essa. Eu fiquei parada com a mão na cintura olhando as fotos por alguns minutos, examinando os detalhes até ficar cansada e depois, fui dormir.
* * *
- Então, como vocês bem sabem, temos três aulas de línguas estrangeiras aqui na Waverly. Temos o português, o espanhol e o francês. Bom, a partir disso, o Conselho Pedagógico resolveu fazer uma viagem de intercâmbio e para não haver problemas, vocês mesmos vão escolher o destino. Eu vou entregar um papel e vocês vão assinalar o destino e colocar o nome de vocês. O mais votado vai ser escolhido. Apenas as turmas de terceiro ano vão, então, nem mesmo tentem incluir outros alunos. Essa viagem tem o objetivo de passeio e aprendizado da língua estrangeira e ajudar nas provas para o ingresso na faculdade que vocês escolherem. – A Sra. Stevens entregou os papéis para nós. Era mais ou menos assim:
Nome:                                          Turma:
(  ) Portugal, Lisboa
(  ) Brasil, Rio de Janeiro
(  ) Espanha, Madrid
(  ) França, Paris
A sala estava um alvoroço total, cada um consultando o amigo ao lado qual que vão escolher. Eu acho um absurdo deixar os alunos escolherem o destino de uma viagem ao exterior, mas não vou discordar.
- Justin, qual você vai escolher? – Perguntei
- Brasil, lógico.
- E você, Ash? – Perguntei pra ela que estava lendo as opções.
- Brasil. Tem tantos caras lindos lá. E roupas maravilhosas.
- Bia e Day?
- Brasil. – Elas responderam um uníssono e sorriram.
- Acho que vai ser Brasil, hein. – Eu disse
- Claro! Meu país é maravilhoso, vocês vão amar. – Dayane se gabou

- É lindo mesmo. – Noah disse desenhando um corpo feminino com as mãos no ar. Assinei o meu nome e marquei o Brasil. Tenho um pressentimento que essa viagem vai ficar dando o que falar por algum tempo. Preciso perguntar se o Austin também vai.

É isso, gatinhas, mais um aí pra vocês, espero que tenham gostado. E comentem, por favor. Beijos adocicados, Gi!