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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

No regrets - Capítulo quarenta e oito

Domingo de arrependimento.
Essa seria um ótimo adjetivo para caracterizar o meu dia. Estou trancada no quarto desde de manhã e já são duas da tarde. Meus olhos estão ardendo, meu corpo está cansado, minhas costas estão tensas e minha cabeça dói. Se eu soubesse o efeito da fada verde, não teria bebido. Já me acostumei com a vodka e os efeitos não são tão horríveis como os do absinto.

Pra falar a verdade, eu estou me sentindo como uma vadia. Sabe aquelas que dão pra qualquer pra se satisfazer ou pra dar o troco em alguém? Então. As únicas diferenças entre mim e elas é que elas não precisam estar bêbadas para conseguir alguém e nem sentem-se um lixo depois de transar com alguém que você só sabe o primeiro nome.

- Bullshit. – Disse em voz alta e saí da cama.

* * *

Meu dia se resumiu em comer, ignorar o Justin e ficar no quarto sem fazer nada, mesmo sabendo que tenho aula amanhã. Resolvi sair um pouco para o único lugar onde eu consigo pensar e organizar as minhas ideias. Allarie State Park. Fica bem perto do meu prédio e desde que eu me mudei pra cá e meu estado emocional fica meio caótico, eu vou lá pra pensar.

Atravessei as ruas e fui em direção a um banquinho que tinha lá. Passei um tempo olhando para as árvores desejando ser uma delas até o Justin parar de ficar bolado comigo ou até eu parar de me sentir uma vadia. Senti o meu celular vibrando por causa de uma mensagem que chegara.

Louis.

Sorri e perguntei-me o porquê disso.

Onde você está? Está ocupada?

A mensagem dizia. Respondi:

Pense um pouco. Você sabe onde me encontrar.
* * *

- E aí... – Escutei a voz do Louis vindo de trás de mim e suas mãos pousando em meu ombro. Os meus cabelos dançavam conforme o vento das cinco da tarde no parque que, estranhamente, já me era tão familiar.

- Eu disse que você saberia onde me encontrar. – Ele saiu de trás de mim e sentou-se do meu lado, olhando pra frente.

- Por que está aqui?

- Vim pensar um pouco...

- Sua casa está caótica?

- Um pouco. O silêncio é pior do que os nossos gritos.

- Imagino. Quer ir lá pra casa? – Hesitei um pouco e me levantei depois.

* * *

- Então quer dizer que você dormiu com o cara só pra fazer ciúmes no Justin? – Louis perguntou depois de eu explicar pra ele.

- Dar o troco é a palavra certa. – Falei com um pouco de vergonha.

- Mesmo assim. Posso falar o que eu acho?

- Me acha uma vadia?

- Não... Não mesmo. Eu acho que você não precisa disso. Você não precisa o fazer sentir ciúmes desse jeito, ele vai perceber que perdeu a pessoa mais importante da vida dele por causa de uma criancice dele.

- Obrigada. – Olhei pra baixo com um pouco de vergonha e olhei para os olhos azuis dele que estavam fitando a minha boca. Sem saber exatamente o porquê, eu me aproximei dele e o beijei. Curiosidade, atração, desejo, seja lá o que me fez beijar o lindo britânico de olhos azuis, eu estava agradecendo a Deus por ter sentindo porque os lábios dele eram macios e sutis, mas as suas mãos tinham o toque malicioso que todas as meninas gostam. Sim, eu gostei do jeito que as mãos dele percorreram as minhas costas e o hálito indecifrável que ele possuía. Afastei-me um pouco dele quando percebi que estava ficando um pouco mais quente. – Desculpa. – Sussurrei, tirando coragem de não sei aonde para encará-lo nos olhos.

- Não foi nada... Eu gostei. – Ele sorriu.

* * *

Algumas semanas se passaram e só Lenorah sabia que eu e Louis estávamos nos encontrando depois das aulas ou qualquer coisa assim. Mesmo que eu não soubesse exatamente o porquê de estar levando tudo isso adiante. É estranho o modo como eu me sinto com relação à isso, porque eu não sinto...nada.

É. Essa é a verdade.

Eu gosto do Louis, ele é uma ótima pessoa, mas eu amo o Justin e no momento ele deve estar comendo aquela vadia da Zoe porque é isso que ele faz quando quer afogar as mágoas dele. E, sinto muito, mas não vou pedir desculpas; sou orgulhosa demais para isso.

Se você está se perguntando se eu e Louis já transamos, a resposta é não. Mas creio que aconteça em breve e, sinceramente, não sei se é isso mesmo o que eu quero. Louis sempre diz que gosta de mim e que sou uma ótima pessoa também, apesar de não termos nada muito sério. Às vezes ele demonstra que eu sou a única pessoa no mundo pra ele, e outras vezes ele age como se só tivéssemos nos pegando depois das aulas.

Que tal um filme aqui em casa? – Ele mandou pra mim no sábado de tarde.

Só se tiver pipoca. – Respondi

Já comprei e voltei e você não chegou ainda. – Eu li e fui pegar uma roupa no armário. Optei por um short, blusa simples e cardigã. Nada muito elaborado.

Se eu quero que role hoje?

Pra mim, tanto faz como tanto fez. Eu não ligo mesmo. Mas se for eu quero que seja por algum motivo realmente especial, sei lá. Só não quero me arrepender, porque depois de me sentir uma vadia dormindo com Harry, a última coisa que preciso é passar novamente por isso.

Ok, já podem me chamar de drama queen.

Coloquei a minha roupa, peguei o me celular e coloquei algumas coisas na bolsa e quando estava saindo, escutei uma voz que tem tempos que eu não escutava.

- Está indo pra onde?

- Vou ver um filme.

- Por que não fica em casa? – E porque você não vai cuidar da sua vida e, sei lá, tomar no c*? Não fala comigo direito há semanas e ainda quer que eu fique em casa?

- Porque não. Acho que não vou dormir aqui, mas tem pizza no congelador. É só colocar no forno. Tchau. – Disse e saí. Assim têm sido as nossas conversas. Puramente superficiais e frias.

Justin P.O.V.
Acho que não vou dormir aqui.

Essa merd* ficou martelando a minha cabeça durante algumas horas. A vadia só estava querendo me deixar maluco.

Apesar de ela não ter dito exatamente pra onde estava indo, eu sabia que estava indo para a casa do Louis e o que me deixava cada vez mais pilhado é que talvez ela nem viesse dormir em casa e eu não vou conseguir impedir que ela durma com ele.

Quando ela chegar chorando me dizendo que ele não a queria de verdade, não queria como eu quero, eu nem sei o que vou fazer.

Giovanna P.O.V.

* * *

Estávamos vendo O Grande Gatsby e, mais ou menos no final do filme, Louis colocou uma de suas mãos na minha perna.

- Ei... Esse cara adorava festas, né? – Ele perguntou mencionando o Jay Gatsby, o Leonardo Lindo Di Caprio.

- Uma festinha nunca matou ninguém. – Repeti a frase de Gatsby, sorrindo e olhando para Lou.

- Se nunca matou ninguém, que tal fazermos a nossa festinha? – Ele se virou para mim sorrindo e depois me beijou.

* * *

Se você está se perguntando, não, eu não vou narrar como foi o sexo com o Louis. Posso te dizer que foi muito bom. Acabamos no quarto dele. Ele caiu do meu lado, ofegante, com a respiração descompassada, coisa que eu já tinha escutado antes algumas vezes. Não sei quanto tempo levou para eu voltar a respirar normalmente, mas quando isso aconteceu, Louis já estava quase dormindo. Encarei o teto do quarto dele e pensei se deveria falar alguma coisa.

- Lou... Tá acordado?

- Tô.

- Hm... Acabou?

- Por que? Está faltando alguma coisa? – Ele me encarou com aqueles olhos azuis e confusos.

- Não... Tudo bem... Boa noite. – Sorri, dei um selinho nele e virei-me de lado, de costas pra ele Até dar selinhos nele agora parecia meio estranho. Está sim faltando alguma coisa, Louis. Com certeza o meu coração sabia, mas a minha mente não fazia ideia do porquê um choro subiu aos meus olhos. Comprimi os lábios para não fazer barulho. Olhei por cima do ombro pra saber se ele já estava dormindo. E estava.

Virei-me novamente e mais uma lágrima quente caiu quando eu percebi o que estava faltando. Faltavam os braços do Justin ao meu redor, o cheiro dele no quarto, o hálito de canela dele chicoteando o meu pescoço enquanto dormimos juntinhos, faltava o “eu te amo” que ele nunca deixou de dizer, estava faltando ele. Eu precisava voltar pra ele, precisava dele. E eu sei que ele sente o mesmo. Mas tem uma coisa. Uma coisa que nos atrapalha. Os dois são orgulhosos demais para pedir desculpas. Não conseguimos nem mesmo dizer boa noite um para o outro, quanto mais pedir desculpas.

Levantei-me cuidadosamente da cama para não acordá-lo e enquanto vestia meus shorts, escutei Louis acordar.

- Por que está acordada? E pra onde está indo? - Ele perguntou, meio sonolento.

- Hm... Eu... Só quero ir pra casa, tá bem? – Abotoei o short e coloquei a blusa.

- Mas são quinze pras duas da manhã...

- Eu sei. – Coloquei o meu cardigã e peguei a minha bolsa.

- Então tudo bem... – Ele disse.

Louis P.O.V.

Antes que você me xingue, preciso me defender. Antes de começarmos com isso, eu disse para ela que eu precisava de alguma coisa nela e eu não sabia o que era, mas precisava conseguir e ter para mim. Acho que ela encarou como uma coisa romântica e achou que eu estava perdidamente apaixonado. E estava.

Perdidamente apaixonado pelo corpo dela.

Era isso que eu precisava e não acho que ela tenha encarado isso da forma que eu fiz. De qualquer maneira, está feito. E não, não fiz isso para magoá-la, achei que ela entenderia apesar de tudo.

Hey, girls, Agora é oficial, tá quase no final de No regrets. Acho que mais dois capítulos. Quero ver todo mundo chorando. Emfim, espero que tenham gostando e para a felicidade de vocês, Jusanna vai voltar =D  
Beijos de chocolate branco, Gi!

4 comentários:

  1. Hey, nova leitora >aqui< encontrei ontem esse blog e passei o dia todo lendo jhasgerdikmiiuhb as ibs são viciantes :)
    eu to completamente apaixonada por essa ib *-*
    tô só esperando eles voltarem PQ NÉ
    By: Ester

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  2. Mais que vadia transou com os tres cacete passou o rodo em fia? Enfim, vc pode postar mais eu deixo ta? <333

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  3. Ahhh caraiii, fiquei com dó delaa!Mas coontinuaa ta perfect! love suas ibs ! - Lays

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  4. kARALHA ai meu coração quero mais historia

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