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sábado, 12 de outubro de 2013

No regrets - Capítulo quarenta e três

- Meu nome é Donna, eu tenho 18 anos, eu sou de New York e vim da Constance Billard. Eu resolvi cursar artes cênicas porque eu sou apaixonada por teatro desde que eu era uma garotinha. Espero me tornar famosa o suficiente para apresentar o meu próprio musical na Brodway. – E assim as pessoas foram se apresentando. Uma por uma. Amy, Stacy, William, Rose, Stephen, Michael, Evan, Ethan, Julie, Carrie… Até chegar alguém que estava atrás de mim e eu ter que me virar para olhar.

Era um cara alto, com cabelos lisos e bagunçados, sem direção nenhuma. Olhos azuis e um braço malhado e com algumas tatuagens, a blusa de gola V me permitia ver outra tatuagem no peito. Nada mal. Nada mal mesmo.

- Meu nome é Louis, eu tenho 21 anos. – Meu Deus, ele é britânico. O sotaque dele é lindo, a voz dele também é. – Eu nasci em Doncaster, na Inglaterra e me formei na escola Hall Cross. Estava cursando medicina em Oxford, mas descobri que odeio medicina e nasci para o universo artístico e por isso vim pra cá. - Ele se sentou e foi a minha vez de levantar e me apresentar.

- Hm. Meu nome é Giovanna, eu tenho 17 anos, sou do Canadá e me formei na Waverly Academy, de New York. Eu resolvi cursar artes cênicas porque sou apaixonada pelo mundo do teatro desde... sempre, na verdade. - Sorri e me sentei novamente na cadeira. A garota de cabelos vermelhos se levantou e começou a falar.

- Eu me chamo Lenorah. Sou de Washington e me formei na Eastmont School e tenho 18 anos. Decidi cursar Artes Cênicas porque amo estar no palco e interpretar pessoas completamente diferentes de mim mesma. - Ela se sentou logo em seguida. Mais pessoas se apresentaram. Phillip, Joanne, Tiffany...

Quando finalmente conhecemos a turma toda, Oliver deu uma introdução à aula. Ele começou a falar que o teatro surgiu na Grécia antiga e quais eram as técnicas que os usavam para interpretar e que sempre havia uma crítica à alguma coisa implícita nas peças. Eu realmente gostei da aula. Na verdade, sempre goste de história e ouvir sobre a história de uma coisa que eu amo é fascinante.

Acabou a aula, eu peguei a minha bolsa e meu celular e saí da sala. Alguém me cutucou no ombro e eu me virei para trás com o celular em mãos e vi que era Louis, o britânico da minha sala.

- Posso ajudar?
- Hm, claro. Giovanna, né? - Assenti. - Eu poderia saber qual é a sua próxima aula?
- Claro, mas... Por que? - Respondi pegando o papel na minha bolsa.
- Só pra saber. Caso seja a mesma, pra gente por ir junto. Eu, na verdade, odeio ir sozinho para os lugares. E eu vi na sua blusa que você gosta de The Fray.
- Ah, então você curte também?
- Com certeza. Os caras são demais... Então, qual é a sua próxima aula?
- Hm... Aqui diz que eu sou do grupo três então eu tenho Cenografia agora. Você é de qual grupo?
- Três também. Acho que faremos todas as aulas juntos. - Ele sorriu.
- Acho que sim. - Sorri e percebi que terei que tomar cuidado com os olhos dele para na me perder naquela imensidão azul.

* * *

Justin P.O.V.

Estava à caminho do Laboratório de música eletro-acústica quando avistei Giovanna no corredor vindo em minha direção com um cara alto do lado dela. Senti uma pontada de ciúmes, porém fui até ela, que me cumprimentou com um selinho e depois apresentou o cara.

- Justin, essa é o Louis, ele é do mesmo grupo que eu. Louis, esse é o Justin, meu namorado. - O cara apertou a minha mão.
- E aí, cara, baleza?
- Beleza. - Olhei para Giovanna. - Amor, tenho que ir agora, a gente se vê à noite. - Apertei a mão do cara e saí.
Agora, mais do que nunca, eu tenho que cuidar mais da minha mulher para não acabar perdendo pra qualquer um. Quer dizer, o cara é britânico. Qual mulher não se atrairia por alguém da terra da realeza britânica?

Giovanna P.O.V.

Estou no quinto tempo de aula e tenho que admitir: Louis é um cara incrível.

Ele gosta de quase todas as bandas que eu gosto, incluindo The Beatles, Guns’n’Roses, Aerosmith e Nickelback. Ele é hilário demais, todo o tempo que eu passei com ele, Louis conseguiu me fazer rir. Ele não mora aqui em Princeton, alugou um apartamento no final da rua da faculdade.

Descobrimos que Lenorah é do mesmo grupo que eu e Louis. Ela é uma garota interessante e divertida. Ela é ruiva natural e ama o cabelo dela, o que é estranho para uma garota. Ela curte música eletrônica e tem um namorado que estuda em outra faculdade, o nome dele é Patrick. Os pais dela queriam que ela estudasse medicina, mas ela os mandou irem para o inferno e veio estudar artes cênicas, o que eu achei realmente admirável.

Eu estava conversando com Lenorah e Louis e discutindo para onde as pilhas vão depois que são jogadas no lixo, mas decidimos que os estudantes de química orgânica que deveriam saber disso e não nós, meros estudantes de artes cênicas. Justin me mandou uma mensagem.

Estou indo dar aulas de violão para crianças pequenas. Deseje-me sorte.

Justin P.O.V.

Acabaram os meus horários da manhã na faculdade, agora eu estou indo para a Escola Primária Hammer. Até aonde eu sei, é uma escola pública e por isso eles não se importaram de verdade com o fato de eu ter apenas 17 anos. Resolvi mandar uma mensagem para a escola e ela respondeu.

Boa sorte. Te amo. Nos vemos à noite.

Tenho que me acostumar que durante duas partes do dia ela vai estar com o Louis, o que me preocupa um pouco, já que só vou vê-la à noite quando chegarmos em casa. Isso em fez pensar que eu estou vivendo vida de casado mesmo estando com 17 anos de idade.

Hoje, na aula de música eletro-acústica, eu conheci uma menina bem legal. O nome dela é Zoe. Ela tem a minha idade, é loira com as pontas do cabelo azuis e baixa e que a Giovanna não me ouça, mas ela é bem gata. Gata não, ela é gostosa mesmo. Eu tive a leve impressão que ela ficou um tanto quanto decepcionada quando eu mencionei que tinha uma namorada.

Uma coisa que eu percebi é que quando se está na faculdade, ter um relacionamento sério com alguém é algo raro. Mas eu realmente não ligo muito para isso, de verdade. Amo a garota com quem estou e nenhuma Zoe vai me fazer terminar com isso.

Não por enquanto.


Hola, gatitas! Tudo bem com as señoritas? Essa é a minha tentativa frustrada de falar español. Tá, parei. Mas emfim, gostaram? Espero que sim. Alguém mais aqui gosta dos minos? Bom, eu sou doida por eles e o Lou é o meu favorito. Vocês não tem nem noção do que vai rolar. Beijos de brownie, Gi !

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

No regrets - Capítulo quarenta e dois


* * *

- Justin... Justin... Acorda. Já são onze horas.
- Tá cedo. Deixa eu dormir, vai.
- Não está cedo e nós temos que fazer algumas coisas antes de ir para a faculdade amanhã. Na verdade, eu nem sei que horas é a primeira aula.
- Depois você vê... – Ele disse.
- Você não vai acordar agora? – Perguntei já pensando no que eu faria para acordá-lo.
- Não.
- Então eu vou fazer cosquinha! – Eu disse e me joguei fazendo cosquinhas no ponto fraco dele. Ele se debatia na cama, me fazendo rir da risada gostosa dele. Parei de fazer cócegas nele. – Ainda vai ficar dormindo?
- Não né... Você me acordou... – Ele levantou da cama pelado, me dando a visão daquela bundinha de neném.
- Vai colocar uma roupa, Justin. – Ele se virou enquanto eu arrumava a cama.
- É a minha casa... Eu posso andar pelado por aí. E você adora ver isso aqui. – Ele apertou o colega dele.
- Isso foi grotesco.
- Você me ama. – Ele disse saindo do quarto. Sorri revirando os olhos e continuei arrumando a cama.

* * *

Duas horas da tarde e eu estou esperando a princesa se arrumar há mais ou menos quinze minutos. Como ainda não tem TV e o meu 3G é uma porcaria, eu estava sentada no sofá olhando para a parede e minha única distração e ficar imaginando como o nosso apartamento vai ficar quando estiver com tudo pronto. Com TV, internet e todos os adicionais.

- Justin! Vamos! Eu quero sair logo! – Eu gritei indo da sala até o quarto. Ele estava mechando no cabelo em frente ao espelho.
- Calma. Perfeição exige paciência. – Ele disse ainda mexendo no cabelo.
- Você já está lindo. Vamos.
- Tá... – Ele ajeitou mais uma vez o cabelo.
- Parece uma princesa. Demora mais pra se arrumar do que eu. – Eu disse saindo do quarto e ele vinha atrás de mim.
Tínhamos combinado de andar um pouco pela cidade para ver quais são as coisas que são perto do nosso apartamento, alguns mercadinhos, lojas, essas coisas. Como morávamos perto de lugar nenhum em Stratford, precisávamos de carro para tudo. Aqui em Jersey as coisas são bem mais perto.

Fomos até Starbucks onde eu vou trabalhar é apenas a duas quadras do prédio, então não vou ficar cansada de andar até lá. Pelo menos não até a gente conseguir comprar um carro, mas está muito cedo ainda, já que tem um ônibus direto para Princeton bem perto de onde moramos.

Passamos o dia inteiro na rua e só voltamos para casa oito e alguma coisa da noite, quase nove. Eu estava morrendo. Meus pés estavam me matando e eu cheguei a conclusão que assim que deixássemos toda a nossa nova vida em ordem, alugaríamos ou compraríamos um carro, porque eu não vou aguentar ficar andando a pé por cinco anos de faculdade. Não vai rolar mesmo.

- Amanhã é o primeiro dia de aula... – Falei enquanto deitava na cama.
- É... É sim. Que horas é a sua primeira aula? – Ele deitou-se do meu lado?
- Oito e meia. E a sua?
- Também.
- Tô nervosa.
- Eu sei. Também estou um pouco, mas qual foi a primeira coisa que você me disse quando a gente resolveu que ia vir pra cá?
- Estamos juntos nessa?
- É. E eu ainda estou nessa com você. Por pelo menos cinco anos.
- Tudo bem. Obrigada, Justin.
- Pelo que?
- Sei lá... Por ser você... Por existir...
- De nada. Eu te amo, viu sua chata?
- Também te amo, viad*. – Ele riu e me envolveu com os braços dele e eu dormi enquanto ele fazia carinho no meu braço.

* * *

- Amor... – Sussurrei no ouvido dele e ele soltou um leve sorriso. – Justin... – Ele continuou parado. - Justin. Acorda. – Ele desfez o sorriso. Besta - Já fiz o café. Vamos, a gente tem que ir de ônibus. – Ele grunhiu e se retorceu na cama. – Se eu soubesse que era esse sacrifício pra te acordar todos os dias, teria trago a sua mãe pra fazer isso.

- Eu tô com sono... – Ele resmungou indo até o armário.
- Toma banho que tira o sono.
- Não vou tomar banho às sete da manhã. Não vai rolar, gata.
- Ai, que nojo. – Falei e fui até o armário também. Eu já tinha tomado café, mas estava de pijama ainda. Peguei uma calça jeans, uma blusa preta da banda The Fray e o meu All Star. Minha bolsa com celular, algumas coisas referentes à matricula e o horário das minhas aulas que eu imprimi em casa. Eu imprimi o do Justin também, mas ficou comigo, se não ele ia perder.

* * *

- Meu Deus, isso aqui é enorme. – Eu disse quando pisei dentro de Princeton. Quando entramos, havia um gramado grande e bem cuidado dividido em quadrados por caminhos de concreto. Em cada “esquina” dos caminhos tinha uma árvore que imaginei ficarem lindas no outono. O caminho do meio leva até uma grande construção no final do gramado.

Não sei com o que se parecia àquela construção, mas era bonita e eu tenho que dar os parabéns para o arquiteto que planejou isso. Os detalhes eram bem desenhados e definidos. Era de três andares. Tinha uma escada que levava à porta que era grande e parecia ser de carvalho, adornada por um arco plano. Em cima da construção, havia o que parecia ser a torre de uma igreja portando também um sino. De cada lado da construção havia várias janelas que supus que seriam das salas de aula.

Atrás da construção a vida era dividida em quarenta fraternidades e no final delas, havia a direção e sala dos professores. Ouvi falar que, depois de Yale e Havard, as festas das fraternidades de Princeton são as melhores. Tomara que eu conheça alguém de alguma fraternidade legal para poder ir às festas.

- Hm. Pode me entregar o meu horário? – Justin perguntou.
- Ah, sim... – Peguei o horário dele e o meu na minha bolsa. – Está aqui. Qual é a sua primeira aula?
- Introdução à música. E a sua?
- História do teatro.
- Tudo bem... Então... Vamos lá. – Ele disse, segurou a minha cintura e me deu um beijo. – Boa sorte.
- Pra você também. – Nos despedimos e fomos para as salas indicadas. A maioria das aulas acontecia no anfiteatro, mas as matérias que precisamos escrever aconteciam em salas normais. Coloquei os meus fones de ouvido, mas deixei-os bem baixo na música Wake me up, do Avicii.

Entrei na sala e as pessoas estavam sentadas nas cadeiras ou em cima das mesas. Ninguém realmente prestou atenção quando eu cheguei. Assim como eu, eram calouros, e isso já é um bom começo. Eram cerca de vinte alunos na minha turma. Sentei atrás de uma garota de cabelos vermelhos que estava lendo um livro que eu já havia lido.

Ana Karenina.

Isso me fez lembrar o Austin. Ignorei o pensamento rapidamente. Pessoas de cabelo vermelho me lembram de Brett e eu geralmente gosto delas. Essa menina tem muita cara de ser hippie. Continuei escutando música até um cara, um tanto quanto velho, mas com cara de professor de teatro entrar na sala e as pessoas sentarem-se nos seus lugares.

- Bom dia, pequenos pupilos. – Ele disse sorrindo. Pupilos? – Eu sou o Professor Oliver Stuart e eu vou dar aula de História do Teatro para vocês. Primeiro eu gostaria de saber o nome de vocês, a idade, de onde são, de que escola vocês vieram e por que resolveram cursar artes cênicas. Vamos começar por você. – Ele apontou para uma menina na primeira fileira, na primeira coluna.

Hey, hey heeey! Tudo bem com vocês? Viu, dessa vez eu não demorei pra postar! É assim, quando tem comentário, eu sei que tem gente lendo e posto mais, porque tem gente lendo, entenderam? Emfim, tá aí pra vocês, a minha outra história está com 11.080 palavras pra vocês. Lembrando que eu vou postar a história nova nesse site. Então, beijos, beijos e beijos de caramelo!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No regrets - Capítulo quarenta e um

Levamos cerca de uma hora e meia pra terminar de pintar tudo. Eu estava cansada demais. Pintar paredes cansa, sabiam? Meu couro cabeludo estava um pouco molhado por causa do suor, minha blusa velha estava com manchas brancas e roxas, minhas unhas estavam sujas de tinta e minhas pernas estava doendo um pouco. Acabei deitando no chão sem me importar com as folhas de jornal um pouco sujas de tinta, afinal, eu também estava toda manchada.

A música que tocava agora era Trading Places, do Usher. Fechei os olhos e deixei a minha cabeça repousar no chão, permiti-me fechar os olhos e tamborilar os dedos no chão, acompanhando o ritmo da música. Senti um calor em cima de mim e era o Justin com aquele peitoral desnudo e sujo de tinta e aquele sorriso que eu já conhecia de longe. Ele piscou os olhos lentamente olhando para mim, sem dizer uma palavra enquanto apoiava cada mão de um lado do meu rosto.

- Que foi? – Perguntei.
- Nada... – Ele umedeceu e mordeu os lábios perfeitamente desenhados e sua boca se entortou num sorriso doce porém malicioso.
- Tudo bem, então eu vou fazer lasanha, tá? – Eu disse me levantando. Ele me puxou de volta e eu revirei os olhos sorrindo ironicamente.
- Você só pode estar me zoando, né?
- Não. Você disse que não era nada e já são quase quatro da tarde, estou com fome. Vai querer lasanha também?
- Você sabe o que eu quero... – Ele disse me puxando pra ele e colocando as mãos no meu bumbum. – E quero agora... – Ele disse dando beijinhos no meu pescoço.
- Mais tarde... – Eu disse e senti o seu riso sem som contra a pele do meu pescoço. Por mais difícil que seja resistir a esse homem, me afastei e fui em direção à porta. Senti outro tapa na minha bunda. – Foi só a gente sair de casa que você mostra o tarado que é, né, Drew? – Perguntei rindo indo em direção a cozinha.
- Com certeza... Sempre fui, só que não tinha em quem descontar... Agora que você está comigo e temos uma casa só pra gente... – Ele deixou a frase no ar me acompanhando até a cozinha.

Era um apartamento pequeno. Sala, cozinha, quarto e banheiro. Mas nosso. Apenas para nós. E podemos fazer tudo que der na telha. Não que eu não goste mais da casa dos meus pais, na verdade, eu a amo, mas quando cheguei aqui, percebi que eu que mandava nesse lugar, não tinha regras para seguir, eu faria as minhas regras e isso tudo cheira a liberdade.

Coloquei a lasanha de frango no microondas e alguns minutos depois, estava pronta. A única coisa que tinha pra acompanhar a lasanha eram duas garrafas de cerveja, já que a coca-cola tínhamos tomado enquanto estávamos pintando as paredes. Coloquei um pedaço para cada um no prato e levamos a lasanha e as garrafas para o quarto e comemos lá. Eu estava encostada numa caixa cheia de coisas e ele em outra.

Quando terminamos, só sobraram as garrafas em nossas mãos e as palavras que saiam de nossas bocas sem nem pensarmos. Conversar para a gente era natural. Ficar sem assunto que era estranho. Eu fiquei encarando Justin por um bom tempo até ele quebrar o silêncio.

- Que foi?
- Sei lá... A sua boca parece pintada de tão rosinha que é. E desenhada.
- E estava pensando em que?
- Em como ela é tão rosa e desenhada, oras.
- E sabe no que eu estou pensando?
- Não. No que? – Bebi mais um gole, quase esvaziando a garrafa.
- A gente ficou muito tempo sem sexo. Eu estou quase morrendo. Crise de abstinência.
- Que pena, querido. Sofra mais um pouco, temos mais o que fazer ainda. Vamos, me ajuda. – Levantei pegando o meu prato e a minha garrafa quase vazia. Levamos as coisas para a cozinha e eu lavei os pratos, os copos e os talheres enquanto o Justin ficava reclamando que precisava de sexo. Eu apenas ria dele. Homens...

* * *

Quatro horas mais tarde, às oito e quinze, já tínhamos colocado quase toda a casa em ordem. Nossa cama estava forrada, o dreamcatcher pendurado na parede onde a cama estava, o gaurda-roupa já estava cheio, a cômoda com as nossas coisas, como porta retratos e perfumes, o criado-mudo do meu lado da cama. A sala já tinha o sofá de frente para a parede onde pretendíamos colocar a TV, a mesa de centro que ficava mais para o canto e o tapete. A cozinha já estava com a geladeira, microondas e fogão. A área de serviço no fundo cozinha já tinha a máquina de lavar e a secadora de roupas, que ainda não tenho ideia de como se usa. O banheiro era só um banheiro, não havia nada para colocar em ordem. Apenas os sabonetes, shampoos e os cremes de cabelo no box.

Exaustos era a palavra certa para nos descrever naquele momento. Estávamos jogados no chão da sala cansados demais até para respirar. Depois de alguns minutos pensando entre levantar dali para tomar banho ou morrer em paz, resolvi ficar com a primeira opção porque meu corpo precisava de um banho quente e relaxante. Justin continuou no chão encarando o teto sem dizer uma palavra enquanto eu levantava.

Peguei minha toalha no quarto e fui para o banheiro. Tirei a roupa, entrei no box e liguei o chuveiro. Dei um grito curto e alto e saí de debaixo do chuveiro quando percebi que a água estava fria.

- Que foi? – Justin gritou da sala
- A água tá gelada! – Gritei em resposta
- Toma banho logo. – Fiquei pulando debaixo d’água esperando para me acostumar, o que não deu nenhum pouco certo. Tomei um banho super rápido, mas que deu para tirar a sujeira do meu corpo.

* * *

Parece que Justin gosta de água gelada, porque são quase nove horas e ele ainda está no banheiro. Desse jeito a primeira conta de água vai vir um absurdo. Nossa, eu pareço uma dona de casa falando desse jeito.

Estava arrumando algumas coisas no armário quando Justin entra com a toalha enrolada na cintura secando os cabelos com a mão. Ele deu aquele sorriso, sabe? Aquele sorriso que é a minha perdição, me olhando com aqueles olhos que sabem demonstrar afeto, mas te levam a loucura quando estão transbordando de malícia e te olham de cima a baixo mordendo os lábios perfeitamente tentadores, como ele fez. Aquele corpo esculpido por anjos, mas que me chama para cair na tentação sem pensar nas consequências todas as vezes que eu olho. Só faltava o meu olhar soltar faísca de tão acesa que eu estava.

Nunca fui de precisar de sexo, mas naquele momento, tudo estava pedindo para que eu desse uma trepada gostosa. Sim, uma trepada. Só pelos nossos olhares, sabíamos que a nossa vontade era de ser selvagem. A iluminação do quarto, apenas com as luzes lá de fora, o quarto totalmente aconchegante, o cheiro do perfume dele se instalando em cada parte do ambiente, tudo implorando de joelhos para que ficássemos juntos.

- Você fica absurdamente gostoso assim. – Eu disse mordendo o meu lábio inferior.
- Desculpa aí, mas você com essa roupa e eu sei que está sem sutiã, essa cara, essa voz sexy e mordendo esse lábio... Tá parecendo uma vadia.
- Eu tô parecendo vadia? Então você está parecendo viad* com essa cara de bebê que você tem.
- Quero ver você me chamar de viad* sentada no me pau. Vem cá. – Ele disse caminhando até mim, tomou meus lábios e envolveu o meu pescoço com as duas mãos. O toque dele pegava fogo e traçava uma linha de tesão pelas partes do meu corpo que seus dedos percorriam. A mão dele apalpava as minhas costas por baixo da blusa.
- Você gosta dessa blusa? – Ele perguntou perto do meu ouvido mordiscando o lóbulo.
- Só um pouco. – Ele sorriu contra a minha pele e forçou a costura da blusa velha que foi rasgada. Olhei para aqueles olhos castanhos claros, segurando o seu pescoço enquanto ele apertava a minha bunda. – Nossa, você está um animal hoje, Justin. – Eu disse ironicamente.
- E você está sendo uma menina má. Sofrerá as consequências terríveis. – Num girar do corpos, ele me empurrou delicadamente, porém muito rápido na cama. Justin deixou a toalha cair, mas para a minha infelicidade, ele estava usando uma boxer. Eu não entendi porque, já que ele estava de toalha. Qual é o problema desse menino?
Justin beijou o meu pescoço e se deixou arfar quando toquei seu membro por cima da cueca.
- Olhe só para você... Precisando de mim.
- Vamos ver quem precisa de quem.
- Sabe que odeio esses joguinhos. – Ele massageou os meus seios com força, tanto que ficaram um pouco doloridos.
- Você pediu por isso, menina má. – Ele beijou desde o meu pescoço até a minha barriga dando leves chupões. Ele mantinha uma das mãos nos meus seios enquanto a outra se ocupava em tirar a minha calcinha. Ele passou os dedos por toda a minha intimidade e sem avisar, senti que ele colocou dois dedos em mim. – Po-porr*, Justin, avisa... – Eu gemi enquanto ele tirava e colocava os dedos em mim.
- De surpresa é melhor. – Ele disse com um sorriso sacana nos lábios. Mordi o lábio inferior para me conter, mas ele percebeu e riu da minha atitude. Quando ele viu que eu não ia me render facilmente, colocou mais um dedo e bom... Foi aí que eu me rendi.
- Porr*, Justin... Vem logo, me fod*. Por favor.
- Adoro ver você implorar por mim... É tão sensual. – Ele disse com aquela voz de rock pornô totalmente sexy subindo até o meu pescoço novamente. Ele conhecia o meu ponto fraco e usava isso a seu favor sempre que podia.

O menino resolveu que estava para me torturar naquele dia. O que eu não entendo. Ficou implorando por sexo o dia inteiro e resolveu protelar bem na hora H. Ele ficou arrastando o seu membro em mim até ele não aguentar mais nenhum pouquinho e acabar colocando tudo de uma vez.

- Jus... tin... Justin... – Eu disse jogando a cabeça pra trás e apertando impacientemente o seus ombros que ficariam com marcas das minhas unhas. – V-vai mais rá-rápido. – Cruzei as minhas pernas em volta da sua cintura.
- Mexe o quadril, mexe... – Ele disse no meu ouvido e indo mais rápido, como eu pedi. Seu hálito chicoteando meu pescoço e fazendo os meus pelos do corpo se eriçarem. Fiz o que ele disse, movimentando o meu quadril lentamente em baixo dele. Ele beijou o meu pescoço e roçou seus lábios entreabertos nos meus que estavam comprimidos tentando segurar gemidos muito altos. – Por que você não está gemendo? Estou indo muito fraco? – Ele perguntou ainda com o sorriso sacana nos lábios. Ele diminuiu a velocidade, porém, parecia que estava tentando me perfurar todas as vezes que estocava. Tirava lentamente e enfiava com toda a força possível fazendo nossos corpos se chocarem fortemente.

- Ah... Jus... Eu tô quase... Lá. – Eu disse com a respiração entrecortada. Quando finalmente eu cheguei num orgasmo e gozei, senti uma corrente de prazer percorrer o meu corpo. Logo depois senti o jato dele dentro de mim e lembre que teria que tomar pílula depois.

Ele saiu de cima de mim, me dando espaço para ter a paz de respirar novamente.

- Sabe... – Falei, fazendo com que ele me olhasse, depois que a minha respiração normal voltou – Eu quase nunca pensei em como você era de cama... Enquanto éramos amigos. Mas você conseguiu me surpreender. – Estiquei a mão para ele apertar. Ele apertou e me puxou para cima dele, nos cobrindo com o lençol.
- Você até que manda bem. – Ele riu junto comigo. Ficamos um tempo em silêncio nos encarando. A expressão no rosto dele era impossível de se decifrar. Eu não tinha ideia do que ele estava pensando, então resolvi perguntar.
- O que você está pensando, Justin?
- Eu sabia que você ia perguntar isso. – Ele segurou a minha cintura. – Eu estava pensando que existem 7 bilhões de pessoas no mundo. Sete bilhões. Isso é uma chance em sete bilhões de eu ter encontrado com você em algum momento da minha vida. E eu encontrei. Ganhei na loteria.
- Eu não sei como responder à altura. – Ri.
- Não precisa. Só diz que me ama que eu vou ficar bem satisfeito.
- Eu te amo. – Ele sorriu e colocou uma mecha do meu cabelo pra trás da orelha. - Eu também te amo. – Justin me beijou e me puxou para eu deitar a minha cabeça no seu peito. Noite marcada por um sexo maravilhoso com uma pessoa por quem eu sou apaixonada num lugar que eu posso chamar de nosso.


Babygirls! Tudo bem com vocês? E a vontade de me matar, como está? Então, tem um motivo, o computador onde estava escrita a minha fic tava dando zica na internet e eu não conseguia mexer :(. Mas aqui está um capítulo bem grande pra vocês, pra recompensar (2.149 palavras). Espero que tenham gostado. Vem mais coisa por aí. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

No regrets - Capítulo quarenta

Eu achei que eu ia ficar tranquila quanto a isso, mas quando a mulher chamou o número do nosso voo, foi como se tivessem enfiado uma faca no meu coração. Foi impossível não soluçar.
- E-eu não quero mais ir, mãe. – Eu disse deixando uma lágrima cair na blusa de cashmare dela.
- Filha, calma, vai dar tudo certo. Só me promete que você vai ficar bem e ligar se precisar de alguma coisa. – Assenti.
- Eu estou com medo. – Eu disse olhando nos olhos dela.
- Você não precisa sentir medo, querida. Eu confio em você e eu te amo. – Ela disse e beijou a minha testa.
- Eu também te amo. – Abracei ela novamente e fui falar com o meu pai que se segurava para não chorar. Suspirei na frente dele, que não disse nada, apenas me abraçou como nunca tinha feito antes. Não que eu me lembre.
- Você vai ser sempre a minha princesinha. Manda aquele garoto cuidar de você muito bem. – Sorri e olhei nos olhos dele que deixaram escapar uma lágrima. – Se não eu capo ele.
- Pode deixar. – Sorri mesmo chorando e fiz um sinal de continência. – Te amo, pai. Quando eu voltar, nós vamos ver um jogo dos Leafs juntos, tá?
- Com certeza. Estarei te esperando com ingressos na mão. – Ele disse e me abraçou. – Vai lá que o seu garoto está esperando você. – Sorri e olhei para trás. Justin estava me esperando com um sorriso, como ele sempre fez. Virei-me, ajeitei a minha bolsa no ombro e caminhei até ele.
- Vai dar tudo certo, tá?
- Eu sei que vai. – Dei um beijo em sua bochecha , nos viramos e passamos pelo portão de embarque. Através do vidro, pude ver o meu pai abraçando a minha mãe de lado e Jeremy fazendo o mesmo com Pattie enquanto eles nos olhavam com aqueles olhos de pais desejando boa sorte. Essa foi uma das imagens que eu nunca vou me esquecer em toda a minha vida. Nunca fui boa com despedidas, mas acho que já estou começando a me acostumar com elas. - Eu amo vocês. – Gesticulei com a boca mesmo que eles não pudessem me ver, me virei e caminhei em direção ao avião.

* * *

Entramos no avião e sentamos nas nossas cadeiras. Foi um dos voos mais longos da minha vida, parecia que aquilo não acabaria nunca. Eu tinha esquecido de como é estar nos Estados Unidos. Não que eu seja patriota, mas as pessoas daqui são rabugentas e os prédios fazem você se sentir uma formiga. O taxista nos levou até o prédio onde moraríamos e nos desejou boa-sorte, o que eu achei educado da parte dele.

Foi uma cena engraçada, eu e Justin, dois novatos numa cidade grande na porta de um prédio gigante com duas malas internacionais cada um. O porteiro, Charlie, nos deu a chave do depósito do prédio para subirmos com as coisas depois de subirmos com as malas. Sabe quando você cria expectativas para um momento? Então, fiquei fazendo isso desde o momento que eu descobri que moraríamos juntos.

Fiquei parada em frente a porta rodando a chave nos dedos pensando se o que eu veria atrás da porta seria a mesma coisa que eu vi quando cheguei aqui só para ver o apartamento. Sinceramente, eu estava protelando o quanto eu pudesse pra que isso chegasse.

- Vai... Abre a porta... – Justin disse me cutucando.
- Tá... Vou abrir. – Coloquei a chave na porta e abri. Olhei para o apartamento médio sem nada na sala concreto na sala. Apenas caixas e mais caixas. Entrei e coloquei as malas perto da porta sentindo o cheiro que aquele lugar tinha. Com certeza eu vou me lembrar disso pra sempre. Cruzei os braços no meio da sala depois de tirar os tênis e ficar só de meia analisando o lugar novamente. Senti os braços de Justin por trás de mim envoltos no meu corpo. Ele me deu um beijo na bochecha.
- Eu disse que a gente ia conseguir. – Ele sussurrou no meu ouvido e eu me virei pra ele colocando meus braços em volta da sua cintura e ele com as duas mãos no meu pescoço.
- Do que eu estava com medo mesmo? – Eu disse olhando nos olhos dele.
- Não sei... Você está comigo. Não precisa ter medo de nada... Eu prometi pro seu pai que você estaria segura. – Sorri pra ele.
- Obrigada. – Encostei a cabeça no seu peito e ele beijou a minha cabeça, me abraçando. Esse cara que estava comigo naquele momento é o cara mais incrível que eu já conheci. Esse apartamento vai ser como um museu de sentimentos, um lugar nosso com histórias e lembranças nossas. Esse foi um começo maravilhoso da época mais incrível das nossas vidas. 

* * *

- Olha, a cama já está montada... – Eu disse me jogando em cima dela, exausta por causa da viagem. Sabe a sensação de alívio, aquele quando você finalmente descansa? Era eu naquele momento. Meus ombros estavam tensos e eu precisava dormir urgentemente.
- É... Parece maior do que na loja. – Ele disse se deitando ao meu lado.
- Por mim tudo bem... – Ficamos encarando o teto por alguns segundos. – A faculdade começa daqui a dois dias...
- Eu sei. Está nervosa?
- Na verdade não. Não sei bem o que pensar ou sentir em relação à isso. É muita informação ao mesmo tempo, sabe?
- Só pensa que vai ser um ano maravilhoso e que a gente vai se dar muito melhor que pensamos juntos. – Ele segurou a minha mão e deu um beijo nela.

* * *

- Ok, por onde começamos? – Perguntei olhando para os baldes de tinta com a mão na cintura. O quarto estava com a parede descascando quando chegamos e resolvemos refazê-lo. Enquanto Justin tirava a massa que estava descascando, eu arrumei algumas coisas na cozinha.
- A gente começa pintando uma parede toda com a tinta branca. As paredes onde não vão ficar a cama, a gente pinta com o roxo escuro e a da cama, deixa de branco.
- Ok. – Eu disse, prendi o cabelo e fui abaixar pra pegar um rolo. Senti um tapa estalado na bunda e eu olhei pra trás e Justin fingiu que estava mexendo nos pincéis. – Qual foi?
- O que? – Ele riu. – Ela estava me olhando, pedindo por um tapinha.
- Idiota. – Eu disse rindo e revirei os olhos. Peguei o rolo e molhei no negócio de tinta roxa. Se aquilo caísse na minha roupa ia fazer um estrago, mas eu estava usando apenas um short preto e apertado de lycra e uma blusa velha de uma banda que eu nem gosto. Passei o rolo na parede num traço nem reto e nem torto, indefinido. – Isso deve ficar muito mais legal com música. – Peguei meu celular e liguei no aleatório e começou a tocar Alive da Krewella. Eu gosto de fazer essas coisas ouvindo música, sempre gostei. Desenhar escutando música, pintar as unhas escutando música e agora pintar paredes escutando música também.

Gente linda do meu coração. Eu, sinceramente, quero pedir desculpas por não ter postado durante tanto tempo. De verdade. Eu estava escrevendo outras coisas e não postei a história, me desculpem mesmo. Mas obrigada por quem continuou visitando o blog, isso me faz um bem enorme. Fiquem sabendo que eu amo os comentários de vocês, por mais que sejam poucos, eu amo cada um deles. Desculpem mesmo. Beijos com Fini pra vocês. Gi!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

No regrets - Capítulo trinta e nove

9 dias para Princeton – 7 dias para a mudança

Ok, minha mãe já abriu uma conta corrente num dos bancos de New Jersey para podermos depositar o dinheiro do salário e para que pudéssemos fazer transferências para pagar o aluguel do apartamento. Eu estou literalmente uma pilha de nervos. Tudo tem que dar certo. Já mandamos algumas coisas para o depósito do prédio para ficar mais fácil de colocá-las no apartamento depois. Vamos nos mudar para o nosso apartamento no final de semana antes de começarem as aulas e os nossos novos empregos. Ou seja, nos mudaremos daqui a oito dias. Quanto mais o tempo passa, mais ansiosa eu fico. E tenho certeza que Justin também. Nossos pais continuam agindo da mesma forma, mas tenho certeza que vão desabar no aeroporto. Principalmente a minha mãe, que faz questão de me dizer todos os dias como ela vai sentir a minha falta enquanto ela cozinha e eu fico perturbando ela ou que ela ficaria mais feliz se eu escolhesse uma faculdade do Canadá porque eu ficaria mais perto de casa e essas coisas que as mães de jovens que vão morar sozinhos gostam de falar.

O meu quarto todo está em caixas, apenas a minha cama e algumas mudas de roupa estão do lado de fora. Isso às vezes me deixa mais tranquila e às vezes, mais ansiosa. Ver o meu quarto assim não é normal, olhar para o teto e não ver os pôsteres da Demi, One Direction e Guns’n’Roses me deixava meio alterada, parecia que eu não estava em casa. E logo, aquela casa não seria mais minha, seria apenas o lugar onde eu passaria alguns feriados ou só a casa dos meus pais. Logo, a minha casa seria um apartamento de um quarto, cozinha, sala e banheiro. Pequeno, comparado à casa que eu sempre vivi, uma casa bem grande, assim como as da vizinhança.

Não falei muito sobre a minha casa por achar que seria ostentação, mas era uma casa bem grande e bem cuidada. Os fundos dela eram virados para o lago Ontario e a frente para a rua e as outras casas. Na verdade, eu achava que era uma das casas mais bonitas da vizinhança. As casas com os fundos virados para o lago, que era maravilhoso no inverno, eram mais caras do que as outras, mas nunca me gabei disso. Como o meu quarto ficava nos fundos, a varanda dele era de frente para o lago e lembro-me nitidamente de quando eu era criança e acordava nas manhãs de natal, olhava para a janela, saia na varanda, sentia a neve e me sentia num filme. Na verdade, nunca tive do que reclamar na minha casa. Com certeza, vou sentir muita falta dela quando eu finalmente me mudar para Jersey.

2 dias para Princeton – 0 dias para a mudança


- Então é isso? – Perguntei descendo a minha última mala e com a minha bolsa para levar no avião.
- Acho que sim, filha. – Ela suspirou se escorando na porta da casa que logo não seria mais minha.
- Vocês podem ir colocando as malas no carro? – Perguntei pra eles, que assentiram pegando o resto das minhas coisas e levando para o carro estacionado na frente da casa. Subi e dei uma última olhada no meu quarto. Todo pintado de roxo com as marcas de durex por ter colado pôsteres na parede, estava com o meu cheiro nele. A cama feita, me esperando pela próxima vez em que eu dormiria nela. As marcas das colagens de fotos que eu fazia na parede, as palavras que eu escrevi nela para dormir e pensar nelas, como uma meta: Respire, Imagine, Acredite e Desfrute. Poucas coisas restaram no meu quarto: A cama, o armário grande que não deu no quarto do apartamento, a cortina lilás, a lareira apagada e as cadeiras brancas da varanda. Parecia tão vazio que eu até fiquei meio triste por ter que ir embora. Novamente, me lembrei das manhãs de natal em que eu acordava maravilhada com a neve e ia pra varanda só de meias para ver aquelas partículas brancas caindo na minha cabeça. Depois eu voltava para a cama e me cobria até a cabeça para me recuperar do frio. Eu estava me segurando para não chorar, mas aquele lugar da minha casa emanava sentimentos bons, lindas lembranças e memórias fortes e nítidas demais para eu não derramar nenhuma lágrima. Lágrimas controladas, porém, com sentimentos. Saudade antecipada, orgulho e alegria por finalmente estar fazendo o meu voo solo, ou nem tão solo assim, já que vou estar com o Justin.

Quando o nome dele veio na minha cabeça, e sorri ao pensar que ele já esteva naquele quarto me consolando diversas vezes por inúmeras coisas e eu nem sequer percebi que, pra ele, eu era muito mais que uma amiga. Esse menino ainda vai me fazer pirar demais, cara.

Desci as escadas, peguei a minha bolsa no corrimão da escada, dei uma última olhada na sala, sorri e fechei a porta.

* * *


Eu estava tentando ficar o mais perto possível dos meus pais antes da moça chamar o número do nosso voo. Naquele momento, se eu pudesse, entraria no útero da minha mãe novamente. Ela tentava não deixar parecer, mas estava com o nariz vermelho e os olhos um pouco inchados de chorar durante a noite. Jeremy e o meu pai conversavam perto do portão de embarque olhando para os aviões.

Essa noite, eu ia descer pra comer alguma coisa e percebi que o meu pai estava vendo Procurando Nemo. Esse filme foi o primeiro que eu vi no cinema e tem um valor muito grande para a nossa família. Quando olhei lá pra baixo, meu pai estava chorando e quando me percebeu na escada, secou as lágrimas, sorriu e mudou de canal. Sorri pra ele ao ver aquela cena e voltei para o meu quarto.

Pattie nem faz questão de esconder nada, chora mesmo. Mãe chorona e coruja do jeito que ela é, não desgrudou do Justin um segundo desde que saiu do carro. Chorava, dizia que amava o Justin e que ia sentir saudades, chorava mais um pouco e falava para termos juízo. Dizia que ia ligar toda semana e que se precisássemos, era só ligar porque ela estaria disposta a fazer o possível.



Geeeeeeeente linda do meu coração, desculpa mesmo por não ter postado, eu estava super enrolada. Desculpem-me de verdade. Eu ainda amo vocês. Então, eu estava pensando sobre a nova história e eu estava pensando em postar no AnimeSpirit, que é um site de fanfictions e é muuuito mais fácil de divulgar que o Blogger. E eu realmente queria que essa nova história fosse realmente lida porque eu estou dando o meu máximo para escrevê-la (de verdade, tem noite que eu fico escrevendo até tarde por causa dos brainstorms).


Mas emfim, o que vocês acham de postar lá? É um site muito bom e, se você tiver uma conta, é só você favoritar a história que eles te avisam quando a pessoa posto, é super fácil para se cadastrar. Espero que vocês gostem da nova plataforma de divulgação. Amo vocês. Beijos com chocolate. Gi

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

No regrets - Capítulo trinta e oito

16 dias para Princeton – 14 dias para a mudança
Justin P.O.V.

- Mãe, já comprou as passagens?
- Ainda não... Vou comprar amanhã.
- Não esquece.
- E o primeiro depósito da mensalidade?
- Já fiz. Filho, calma. Você está uma pilha de nervos.
- Mãe. Eu vou pra faculdade, eu tenho que estar.
- Calma, filho. A parte mais difícil já passou.
- É verdade... – E disse e me joguei no sofá. Tem algum tempo que eu não faço isso. Esses dias, eu a Giovanna temos corrido para tudo quanto é lugar pra comprar as coisas que faltam para o nosso apartamento. É legal falar isso. Nosso apartamento. Sei lá, nós somos apenas duas crianças apaixonadas e vamos morar sozinhos...
- E você e a sua namorada? – Minha mãe perguntou sentando-se do meu lado.
- Ah, normal, por quê?
- Ah. Só quero saber, mesmo...
- Não. Você quer chegar a algum lugar com isso. Fala...
- Ah, você me conhece bem...
- Fala, mãe...
- Vocês já... – Ela deixou a pergunta no ar.
- Já. Você não sabia? – Isso soou com mais naturalidade do que eu queria que soasse.
- Não... Você não me contou... E como foi... A sua primeira vez?
- Não foi com ela.
- N-não?
- Foi com a Cristie... Você não conhece. Numa festa que ela deu na casa dela.
- Mas você gostava dela?
- Ah, ela era bonita...
- Filho...
- Ah, mãe. Eu tinha 15 anos. Eu gostava da Giovanna, mas a Cristie é muito gostosa e estava me dando mole...
- Meu filho é um galinha...
- Não é galinha. É cara com os hormônios funcionando.
- Entendi. Mas com a Giovanna?
- Ah, ela estava triste e eu fui consolar ela e acabou rolando.
- Você se aproveitou da situação dela, não, né? – Ela perguntou espantada.
- Claro que não. Ela concordou. Não a obriguei a fazer nada que não quisesse. – Não acho que ela precise saber que eu traí a Dayane. Vai me condenar para o resto da vida. Depois da história do Theodore, ela odeia os caras que traem a mulher.
- Acho bom mesmo. – Ela disse e ficou um pouco em silêncio. – Sabe que eu ainda acho loucura vocês irem morar sozinhos?
- Acha?
- Acho. Vocês ainda são duas crianças. Mas eu concordei porque achei que é o certo a fazer. Quer dizer, é pelo futuro de vocês.
- Exatamente. Que bom que você entendeu. Eu quero passar o máximo de segurança para o tio Theodore.
- Verdade. Ele ama demais a filha pra deixar na mão de qualquer um... Se fosse outro menino, eu acho que ele não deixaria. É porque ele te conhece desde que você nasceu. Você e a Giovanna foram criados juntos. – Ficamos conversando por mais um tempo até dar a hora de o meu pai passar aqui em casa pra ele, a minha namorada e eu irmos comprar a geladeira. Não é geladeira exatamente. É um frigobar grande.

Giovanna P.O.V.
14 dias para Princeton – 12 dias para a mudança


- Mãe, já foi pegar o meu passaporte permanente?
- Já, filha. Está na minha bolsa. Deixa lá porque você vai perder e eu vou ter que tirar a segunda via e não vai ter como entregar a tempo. – Ela disse pra mim.
- Entendo o seu ponto de vista. Mas lembra de levar aquela bolsa para o aeroporto.
- Tá bom filha. Ainda faltam 14 dias...
- Eu sei... Já comprou meu material? – Eu perguntei.
- Você comprou ontem comigo, menina. Calma. Você está muito nervosa.
- Claro que eu estou nervosa, mãe. Tem que estar tudo certo. Tem que dar tudo certo. – Eu disse andando na frente da televisão enquanto eu tinha certeza que a minha mãe estava tentando ver o America’s got talent, mas eu estava atrapalhando. – O que eu posso fazer por você?
- Sei lá, mãe.
- Quer ir ao shopping? – Ela perguntou.
- Não...
- Quer comer pizza?
- Não...
- E fondue?
- Seria uma boa... – Já estava frio pra comer fondue.
- Quer ver algum filme?
- Um bem meloso, por favor...
- Tudo bem. – Ela disse e se levantou para fazer o fondue. Ah, a minha mãe sempre sabe o que eu quero. Isso me lembrou de que eu vou ter que aprender a cozinhar alguma coisa se não, eu e Justin vamos morrer de fome.

11 dias para Princeton – 9 dias para a mudança

- Você vai, né? – Brett perguntou.
- Claro...
- Ótimo, estou indo me arrumar. – Brett tinha acabado de me ligar. Era a despedida dela. Amanhã ela já estaria em Havard. Vamos até a casa dela e vai ter uma Pizza Night. Os nossos amigos de infância vão. Chaz, Chad, Justin, Beatrice que finalmente recebeu a resposta de Havard e foi aceita por pouco. Não acredito que a garota de cabelos vermelhos bombeiro vai morar na Inglaterra, casar com um inglês, ter filhos ingleses, tomar chá das cinco e ter sotaque britânico. Logo ela. Toda hippie. Quero ver sobreviver no Reino Unido.
Eu e Justin fomos andando até a casa de Brett conversando sobre como esperamos que seja a nossa vida em New Jersey, terra do Frank Sinatra e Whitney Houston e do incrível Jon Bon Jovi, sem falar dos Jonas Brothers, minha banda preferida quando era mais nova.

- Eu vou pendurar o dreamcatcher que você fez pra mim num prego que você vai colocar em cima da nossa cama, tá?
- Como assim, eu vou colocar?
- É... Eu não sei furar parede. E ia ficar muito bonito. A parede pintada de branco com o dreamchacther colorido nela, como um destaque. – Ele olhou pra frente tentando visualizar a cena.
- Você se daria bem como designer de interiores.
- Também acho. Tenho um senso de decoração apurado. Ainda mais agora, depois que a gente passou os últimos meses visitando casas de construção, de decoração...
- Eu ainda não estou acreditando nisso...
- A gente morando junto?
- É...
- Também não. – Demos alguns passos em silêncio. – É tão louco. Temos só 17 anos e só em fevereiro do ano que vem nós vamos fazer 18 e seremos maiores de idade.
- É verdade. Mas eu acho que estamos preparados para isso. De verdade. É um passo grande e arriscado, mas é uma coisa que tem que correr o risco.
- Entendo. A gente fala de riscos que isso trás... Mas quais são eles, exatamente?
- Se a gente não der certo, se não conseguirmos manter um apartamento, por menor que seja... Essas coisas. – Pensei um pouco no que ele disse. Ele tem razão, mas os riscos estão aí para serem corridos. Nenhuma ideia que não seja louca no começo vale à pena ser executada.

* * *

- Tá, mas eu continuo achando meio impossível alguém fazer uma coisa dessas na maior cara de pau. E depois de te contar isso, o que aconteceu? – Chaz perguntou tomando um gole da sua cerveja. É, cerveja. Eu não gosto muito, mas eu bebo só pra socializar e também porque eu não fico bêbada com cerveja.
- Ah, depois a gente parou de se falar. Eu não fui mais a aula dele e ele se demitiu...
- E ainda é covarde. – Justin complementou.
- Me deixa adivinhar... O Justin ficou morrendo de ciúmes e ficou um bom tempo sem falar com você? – Chaz perguntou
- É... – Franzi a testa – Como você sabe?
- Digamos que eu tenho o dom de adivinhação pela análise de comportament...
- Eu contei pra ele. – Justin interrompeu Chaz.
- Ah. – Eu disse.
- Isso, corte o barato do amigo... – Chaz retrucou e bebeu um gole da sua cerveja.
- Pode falar pra gente, o Justin é o muito brocha, né? – Chad perguntou, de repente.
- Cara, por favor, morre ali rapidão, só pra eu testar uma coisa. – O Justin falou.
- Chad, você é um idiota... – Brett disse. – Então, quer dizer que o casal vai morar junto em New Jersey?
- Exatamente... – Confirmei e Justin passou o braço ao meu redor e eu recostei em seu ombro. Estávamos sentados nos sofás de couro preto em volta da mesinha de centro cheia de garrafas de cerveja vazias e algumas cheias e caixas de pizza quase vazias.
- Eu ainda não acredito que vamos morar sozinhos... Ela nem sabe cozinhar. – Justin disse.
- Eu sei fazer arroz... E brigadeiro.
- Ok, então a nossa dieta vai ser arroz e brigadeiro.
- E você vai trabalhar aonde? – Beatrice perguntou.
- Eu vou trabalhar no Starbucks. E o Justin vai dar aula de violão pra uma escola primária.
- Escola primária? Que gracinha! – Brett disse.
- Deve ser muito fofo mesmo. – Bea disse bebendo mais um gole da cerveja dela. - Não acredito. Cada um seguindo a sua vida num rumo diferente... – Bea bebeu mais um gole. Essa louca vai ficar bêbada.
- Mas nós vamos continuar amigos... Pra sempre, cara. Eu vou fazer piadinhas quando vocês estiverem se casando... – Chaz disse.
- Eu posso imaginar você bêbado no meu casamento dançando em cima da mesa. – Bea disse.
- Não. Porque eu vou estar com a noiva. – Bea cuspiu um pouco da cerveja dela e olhou para o Chaz. Ele disse que se casaria com a Bea?
- Como assim?
- Tá... Não é o momento perfeito pra falar isso, ainda mais agora que você vai para Havard, mas... É, que euamovocê. – Ele disse rápido
- Você me... O que?
- É. Eu te amo. Desculpa a demora falar, mas é essa a verdade. Mas eu sei que você vai seguir um destino totalmente oposto do meu e eu só tinha que dizer isso, antes de você ir embora. Então, eu vou tratar de desencanar. – Todo mundo da sala olhou para Beatrice esperando uma reação escandalosa, já que é a Beatrice. Mas, ao invés disso, ela abaixou a cerveja e beijou o Chaz. Eu pensei que ela o odiasse.
- É o que eu posso te dar agora.


* * *

Hey gatas! Desculpa, eu sei que demorei, estava enrolada com algumas coisas da escola. Mas, eu estou de volta, vocês n]ao vão conseguir se livrar de mim. Para me redimir, vou falar outra coisa sobre a nova IB, Scars: Quem é Lovatic e Directioner além de ser Beliebers vai adorar porque vai ter deles na história. Estou planejando o máximo para que fique perfeita e vocês gostem mais que essa. Tem um ar mais pesado e trata de coisas mais sérias, nada como um suspense. Mas emfim, espero que tenham gostado do capítulo, beijinhos de chocolate, Gi!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

No regrets - Capítulo trinta e sete

De tarde, no dia seguinte eu fui pra casa. Minha mãe falou para eu anotar as coisas do apartamento que ela viu pela internet e ela ia ligar pra lá. Depois do jantar, o Justin veio pra cá e ela ligou.
- Então o aluguel é 660 dólares por mês?... Certo. Então, quantos metros quadrados?...  52 m²... É de um quarto só, né? Tudo bem... Eu vou ver aqui com a minha filha e o namorado dela e nós ligaremos pra você caso aceitemos a proposta. Obrigada. – Ela desligou o telefone. – Então, filha... O Justin viu as fotos?
- Sim... Eu mostrei pra ele.
- E o que você achou, querido?
- Olha, eu achei bem legal. Nas fotos dá exatamente para duas pessoas. Só que a gente vai ter que comprar uma cama nova...
- Bom, isso são detalhes. – Minha mãe disse. – Mas vocês estão certos de que querem realmente fazer isso, né? – Ela disse olhando séria para nós.
- Sim. – Dissemos depois de uma breve olhada um para o outro.
- Então tudo bem... Temos que ir para lá para assinar alguns papéis.
- Tudo bem...
* * *
* * *
20 dias para Princeton – 18 dias para a mudança
Já se passaram duas semanas desde que assinamos os papéis. Fomos para lá e tivemos que dormir num hotel porque o nosso voo foi cancelado por causa da névoa que encobria a cidade impossibilitando qualquer avião de voar. No dia seguinte, e Justin procuramos nos classificados os lugares que estavam contratando pessoas. Ele conseguiu um emprego numa escola primária como professor de violão e eu consegui um emprego num Starbucks que fica perto do apartamento que vamos alugar. O apartamento não é tão grande quanto nas fotos, mas também não é menor que nas fotos. Mas eu gostei do emprego do Justin, ensinar violão numa escola para criancinhas é muito gratificante. Eu, pelo menos, acho muito fofo. Eu achei uma sorte fodid* a dele de conseguir emprego de professor de violão sem nem mesmo ter começado uma faculdade. Mas já que os nossos pais que vão pagar Princeton, nós os fizemos concordar que nós quem pagaríamos o aluguel, que não é tão caro e sobraria dinheiro pra comprar comida e pagar algumas contas.
O apartamento é mesmo só para dormir e finais de semana, já que nós passaremos a maior parte do dia na faculdade e no trabalho. O meu turno no Starbucks é de noite, não durante a madrugada, mas de cinco da tarde às dez da noite. O dele é de tarde então ele estuda de manhã e de noite, no horário que eu estou trabalhando. Então, só nos veremos na faculdade pela manhã. Não é exatamente o que queríamos, mas é o que dá pra fazer agora. Nós não vamos aceitar qualquer ajuda financeira dos nossos pais porque eles já estão pagando a faculdade, que mesmo com alguns descontos por causa das nossas boas notas, ainda é cara. Temos apenas mais três semanas para arrumarmos as nossas coisas e voarmos para vivermos o resto das nossas vidas, como a minha mãe costuma dizer.
Os nossos pais são outro caso. Eles sabem que isso tudo é para o nosso futuro, mas eles estão tristes porque iremos finalmente fazer o nosso “voo solo”. Já até peguei a minha mãe chorando enquanto estava fazendo comida... Justin também conversou com a tia Pattie que apoia a nossa decisão, mas também acabou chorando enquanto conversava com ele. O meu pai está triste também, mas não demonstra chorando assim como as nossas mães. Ele anda muito mais carinhoso comigo. Sempre que eu saio ele diz que me ama, está até me dando beijinho de boa noite. O Jeremy é tipo o nosso melhor amigo, está indo fazer tudo com a gente. Já ajudou a escolher a nossa cama que é uma de casal normal. Isso foi meio constrangedor porque o tio Jeremy disse coisas do tipo:
- Essa cama tem os pés bem firmes? Esse menino puxou o pai, sacomé, né? – Ele disse para o vendedor cutucando Justin nas costelas. O Justin nessa hora não sabia se enfiava a cabeça nos travesseiros de pena de ganso ou nos de elástico de astronauta, coitado. O pai dele é muito engraçado, mas às vezes fala algumas coisas que o Justin tem vontade de voar no pescoço dele, como:
- Você sabia que quando o Justin tinha uns oito anos ele tinha medo de nunca conseguir namorar uma menina e uma vez chorou a noite toda por causa disso? – Eu ri dessa junto com o Jeremy, mesmo com o Justin nos fuzilando com os olhos e com vontade de jogar dois mil litros de ácido sulfúrico na nossa cara. Mas no fundo, nossos pais tem uma maneira diferente de mostrar que nos amam.
Agora eu estou encaixotando algumas das minhas coisas, porque faltam três semanas para eu ia para Princeton É difícil colocar tudo que você quer dentro de algumas caixas. Minha mãe está me ajudando.
- Vai querer levar isso, filha? – Ela perguntou segurando o meu dreamcatcher que o Justin fez pra mim há não sei quanto tempo atrás.
- Claro que eu vou levar. Coloca naquele saco de plástico vazio ali. – Apontei para a ponta da minha cama.
- Esse?
- Não. O pequeno. – Ela pegou o saco, colocou o dreamcatcher e me entregou. – Vou pendurar com um prego em cima da nossa cama.
- Ah, é de casal, né? – Minha mãe perguntou desviando o olhar e lacrando uma caixa com fita adesiva.
- É...
- Ah.
- Ah, mãe, você sabia que a gente...? – Deixei a pergunta no ar.
- N-não...
- Não?
- Não. A senhorita não me disse nada.
- Ah, o que você quer saber?
- Quando foi isso?
- A minha primeira vez? – Eu perguntei.
- É.
- Vem, senta. – Abri um pouco de espaço na cama a nos sentamos uma ao lado da outra e depois comecei a contar pra ela. – Lembra-se aquele Dia de Ação de Graças que você e o papai brigaram? – Ela assentiu.- Eu fui para a casa de inverno da Brett. Sabe? Então. Eu fiquei realmente muito triste e o Justin sabia que eu ia estar lá porque ele me conhece muito bem, então ele foi pra lá também. Ele estava me consolando, até cantou uma música que ele sabe que me deixa calma. E daí... Rolou.
- Ah, filha. Isso já tem dois anos. Por que não me contou antes?
- Não sei... Achei que você não precisava saber.
- Claro que sim. Você pode contar qualquer coisa pra mim, entende? Qualquer mesmo. Eu sou sua mãe. Se eu não souber, como vou poder te defender quando precisar. Tem mais alguma coisa que você precisa me contar? – Deixa eu ver... Eu dormi com o meu professor de história. Serve isso? Não... Não é importante. Pensei.
- Acho que não. Era só isso.
- Então tudo bem. Mas juízo, hein, filha. Não aparece grávida, pelo amor de Deus e que você tem aos seus pais. E... Com o Justin... Você gostava dele, né? Não foi só por fazer, né?
- Ele gostava de mim... E eu dele. A gente só não sabia disso ainda.
- Entendi... Ah, amor de adolescentes. Duas crianças que assistem Bob Esponja e dormem juntos com um cobertor do Homem-Aranha...
- Como você sabe? – Perguntei.
- A Pattie me disse.
- Ok. Como ela sabe?
- Sabendo. – Minha mãe tem 5 anos às vezes. – Filha, outra coisa. Na faculdade vão te pressionar pra fazer coisas que você não quer. Então , não faça nada por obrigação.
- Tudo bem, mãe...
- Filha, eu vou sentir tanto a sua falta.
- Eu também vou sentir a sua, mãe... De verdade. – Eu amo quando ela me chama de filha. Ela me abraçou. Abraços de mãe. Por que tão perfeitos?
* * *
Hello, gatitas (?). Tudo bom coseis? Espero que sim, viu? Alguma de vocês conhecem alguém que tem ingresso para o show do Rio e não vai? Eu estou morrendo por um em qualquer lugar da Apoeteose, isso é extremamente importante pra mim. Mas emfim, gostaram? Espero que sim. Beijinhos de caramelo, Gi!